PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2021
A dor abdominal crônica é uma queixa comum nas unidades básicas de saúde e em clínicas subespecializadas. A incidência da dor abdominal não especificada é de 22.3 a cada 1000 pessoas/ano. A prevalência relatada varia de 8% a 54%. Uma pesquisa transversal realizada com adultos norte-americanos relatou uma prevalência de 21.8% na população geral. Com relação as considerações de urgência, frente ao quadro de dor abdominal crônica, assinale a alternativa correta:
Distensão abdominal + RHA ausentes/claros + hipertimpanismo → forte suspeita de obstrução intestinal.
A obstrução intestinal é uma emergência abdominal que se manifesta com distensão, dor em cólica, vômitos e alteração do hábito intestinal. No exame físico, a presença de distensão abdominal, ruídos hidroaéreos alterados (ausentes ou metálicos/hiperativos no início) e percussão hipertimpânica são achados clássicos que indicam a provável presença de gás e líquido acumulados proximalmente à obstrução.
A dor abdominal crônica é uma queixa frequente na prática clínica, abrangendo um amplo espectro de etiologias, desde condições funcionais até doenças orgânicas graves. A prevalência é significativa, e a abordagem inicial requer uma anamnese detalhada e um exame físico minucioso para identificar sinais de alarme que possam indicar uma condição de urgência ou emergência. A distinção entre dor crônica benigna e uma patologia aguda subjacente é um desafio clínico importante. A fisiopatologia da dor abdominal crônica é complexa e multifatorial, envolvendo fatores viscerais, somáticos, neurológicos e psicossociais. No entanto, a presença de certos achados no exame físico deve levantar a suspeita de condições que exigem intervenção imediata. A obstrução intestinal é uma dessas emergências, caracterizada pela interrupção do trânsito do conteúdo intestinal. Os sinais clássicos de obstrução incluem distensão abdominal progressiva, dor em cólica, vômitos e parada da eliminação de gases e fezes. No exame físico, a distensão abdominal é proeminente, os ruídos hidroaéreos podem estar aumentados e metálicos no início, tornando-se ausentes em fases mais avançadas, e a percussão pode ser hipertimpânica devido ao acúmulo de gás. A palpação de massas abdominais também é um achado relevante. O tratamento da obstrução intestinal varia conforme a causa e a gravidade, podendo ser conservador em alguns casos (ex: íleo paralítico) ou cirúrgico em outros (ex: bridas, tumores). O reconhecimento precoce e a intervenção adequada são cruciais para prevenir complicações como isquemia, necrose e perfuração intestinal.
Os sintomas clássicos incluem dor abdominal em cólica, vômitos (que podem ser biliosos ou fecaloides), distensão abdominal e parada da eliminação de flatos e fezes. A intensidade e o tipo de dor variam com o nível da obstrução.
O exame físico pode revelar distensão abdominal, sensibilidade à palpação, ruídos hidroaéreos alterados (inicialmente aumentados e metálicos, depois diminuídos ou ausentes) e, em alguns casos, massas palpáveis. A percussão pode ser hipertimpânica devido ao acúmulo de gás.
Sinais de alarme incluem perda de peso inexplicada, anemia, sangramento gastrointestinal (hematêmese, melena, hematoquezia), disfagia, dor noturna, início súbito de dor intensa, e achados anormais no exame físico como massas ou sinais de irritação peritoneal.
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