PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025
Uma gestante com pré-natal inadequado chega na maternidade em periodo expuisivo e, após o rompimento da bolsa amniótica, observa-se um grande volume de líquido amniótico (polidrâmnio). O neonato não apresenta alterações aparentes ao nascimento e é liberado para o ALCON. Com aproximadamente 6 horas de vida, o bebé começa a vomitar em moderada quantidade. Ao exame físico, não há achados significativos. Uma radiografia abdominal é obtida e a imagem é mostrada a seguir. De acordo com o relato e a imagem, qual é o diagnóstico mais provável?
Polidrâmnio + vômitos não biliosos/biliosos em RN + 'dupla bolha' na RX = Obstrução Duodenal.
A obstrução duodenal é uma anomalia congênita que frequentemente se manifesta com polidrâmnio pré-natal (devido à incapacidade fetal de deglutir o líquido amniótico) e, após o nascimento, com vômitos (biliosos ou não, dependendo da localização da obstrução) e distensão abdominal. A radiografia abdominal clássica mostra o 'sinal da dupla bolha', representando a dilatação do estômago e do duodeno proximal.
A obstrução duodenal é uma das causas mais comuns de obstrução intestinal alta em recém-nascidos, sendo a atresia duodenal a forma mais frequente. É uma anomalia congênita que resulta da falha na recanalização do duodeno durante o desenvolvimento embrionário. Sua incidência é de aproximadamente 1 em 5.000 a 10.000 nascidos vivos e está fortemente associada à Síndrome de Down. Clinicamente, a obstrução duodenal pode ser suspeitada ainda no pré-natal pela presença de polidrâmnio, devido à incapacidade do feto de deglutir o líquido amniótico. Após o nascimento, os sintomas típicos incluem vômitos que podem ser biliosos (se a obstrução for distal à ampola de Vater) ou não biliosos (se proximal), geralmente nas primeiras 24-48 horas de vida. A distensão abdominal é geralmente limitada ao epigástrio. O diagnóstico é confirmado por uma radiografia abdominal simples, que revela o clássico 'sinal da dupla bolha', representando o estômago e o duodeno proximal dilatados e cheios de ar. O tratamento da obstrução duodenal é cirúrgico, geralmente realizado após a estabilização do recém-nascido. A cirurgia consiste em uma duodenoduodenostomia ou duodenojejunostomia para criar uma anastomose que desvie a obstrução. O prognóstico é geralmente bom, mas a presença de outras anomalias congênitas, especialmente cardiopatias, pode influenciar o desfecho. É crucial a investigação completa do RN para descartar outras malformações associadas.
Os sinais incluem polidrâmnio materno pré-natal, vômitos que podem ser biliosos (se a obstrução for distal à ampola de Vater) ou não biliosos (se proximal), e distensão epigástrica. Os vômitos geralmente iniciam nas primeiras horas ou dias de vida.
O 'sinal da dupla bolha' é um achado radiográfico clássico que mostra duas bolhas de ar proeminentes: uma no estômago e outra no duodeno proximal dilatado. Ele é patognomônico de obstrução duodenal completa, como na atresia duodenal.
A atresia duodenal está frequentemente associada à Síndrome de Down (trissomia do 21), ocorrendo em cerca de 30% dos casos. Outras anomalias congênitas, como cardiopatias e malformações renais, também podem estar presentes, exigindo uma investigação completa.
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