CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2019
A variação anatômica das vias lacrimais de drenagem mostrada nas figuras é uma explicação para o insucesso de qual tratamento, entre as alternativas abaixo?
Variações anatômicas distais no ducto nasolacrimal são a principal causa de falha na sondagem simples.
Anomalias estruturais, como divertículos ou caminhos tortuosos nas vias lacrimais, impedem a progressão adequada da sonda até o meato inferior, levando ao insucesso do procedimento de sondagem.
A drenagem lacrimal começa nos pontos lacrimais, passa pelos canalículos, saco lacrimal e termina no ducto nasolacrimal, que desemboca no meato inferior do nariz. A causa mais comum de epífora em lactentes é a persistência de uma membrana na Válvula de Hasner. Embora a maioria dos casos se resolva com massagem de Crigler, a sondagem é o procedimento cirúrgico de primeira linha. No entanto, o sucesso depende da integridade anatômica do trajeto. Variações como as mostradas em exames de imagem (como divertículos ou trajetos anômalos) explicam por que a sonda não atinge o objetivo, exigindo técnicas mais invasivas para restabelecer o fluxo lacrimal.
A sondagem das vias lacrimais falha principalmente quando existem variações anatômicas complexas, como um ducto nasolacrimal extremamente tortuoso, presença de divertículos ou uma obstrução óssea completa. Nesses casos, a sonda metálica não consegue romper a membrana imperfurada (geralmente na Válvula de Hasner) ou seguir o trajeto natural até o nariz.
Após o insucesso da primeira ou segunda sondagem, as opções incluem a intubação com tubo de silicone (stent) para manter a via pérvia durante a cicatrização ou a dacriocistoplastia por balão. Em casos de falha persistente ou anomalias ósseas, a dacriorrinostomia (DCR) pode ser indicada, geralmente após os 3 ou 4 anos de idade.
A sondagem simples para obstrução congênita do ducto nasolacrimal tem uma taxa de sucesso muito alta, em torno de 90%, quando realizada no momento ideal (geralmente entre 10 e 18 meses de vida). O insucesso está quase sempre ligado a anomalias anatômicas mais proximais ou distais que impedem a patência da via.
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