Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2022
Quanto à verificação das vias aéreas e da coluna cervical, é correto afirmar:
Obstrução via aérea no trauma: rebaixamento de consciência, trauma direto e hematoma cervical são as causas mais comuns.
No trauma, a prioridade é a manutenção das vias aéreas, e as causas mais frequentes de obstrução incluem alterações do nível de consciência, lesões diretas na face/pescoço e hematomas cervicais que comprimem a via aérea. A imobilização cervical deve ser mantida durante o manejo da via aérea.
A avaliação e o manejo das vias aéreas são os pilares iniciais do atendimento ao traumatizado, seguindo o protocolo ATLS (Advanced Trauma Life Support). A rápida identificação e correção de problemas nas vias aéreas são cruciais para prevenir hipóxia cerebral e morte. As causas mais comuns de obstrução incluem rebaixamento do nível de consciência, trauma direto na face ou pescoço e hematomas cervicais expansivos que comprimem a traqueia. A fisiopatologia da obstrução pode envolver a queda da língua em pacientes inconscientes, edema de tecidos moles devido a trauma direto, ou compressão extrínseca por sangramento. O diagnóstico é clínico, observando-se sinais como estridor, rouquidão, dispneia e uso de musculatura acessória. A ausculta e a inspeção do tórax são fundamentais para identificar ruídos anormais ou movimento paradoxal. O tratamento inicial visa desobstruir e manter a via aérea pérvia, utilizando manobras como elevação do mento e tração da mandíbula, aspiração de secreções ou corpos estranhos, e inserção de cânulas orofaríngeas/nasofaríngeas. A intubação orotraqueal é indicada em casos de falha das medidas iniciais ou risco iminente de obstrução. A proteção da coluna cervical deve ser mantida durante todas as manobras, com imobilização manual ou colar cervical.
Sinais incluem estridor, rouquidão, dispneia, uso de musculatura acessória, agitação ou letargia, e movimento paradoxal do tórax. A ausência de ruídos respiratórios pode indicar obstrução total.
A prioridade é sempre a via aérea. A coluna cervical deve ser protegida e imobilizada durante todo o processo de avaliação e manejo da via aérea, mas não deve atrasar a desobstrução.
O rebaixamento do nível de consciência pode levar à perda do tônus muscular da faringe e laringe, resultando em obstrução das vias aéreas pela queda da língua ou aspiração de conteúdo gástrico.
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