Obstrução de Vias Aéreas no Trauma: Causas e Manejo

Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2022

Enunciado

Quanto à verificação das vias aéreas e da coluna cervical, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) A ocorrência de movimento interno do tórax durante a inspiração com movimentos simultâneos para fora do abdome é sinal de que as vias aéreas estão desobstruídas.
  2. B) As causas mais comuns da obstrução das vias aéreas no trauma são rebaixamento do nível de consciência, trauma direto e hematoma cervical.
  3. C) A obstrução total das vias aéreas é facilmente identificável, pois quando ocorre, são visíveis os  ruídos estertorantes e o movimento paradoxal do tórax.
  4. D) O controle da coluna cervical deve ser feito em primeiro lugar e rapidamente, pois não é possível realizar os procedimentos de manutenção das vias aéreas antes da imobilização da coluna.

Pérola Clínica

Obstrução via aérea no trauma: rebaixamento de consciência, trauma direto e hematoma cervical são as causas mais comuns.

Resumo-Chave

No trauma, a prioridade é a manutenção das vias aéreas, e as causas mais frequentes de obstrução incluem alterações do nível de consciência, lesões diretas na face/pescoço e hematomas cervicais que comprimem a via aérea. A imobilização cervical deve ser mantida durante o manejo da via aérea.

Contexto Educacional

A avaliação e o manejo das vias aéreas são os pilares iniciais do atendimento ao traumatizado, seguindo o protocolo ATLS (Advanced Trauma Life Support). A rápida identificação e correção de problemas nas vias aéreas são cruciais para prevenir hipóxia cerebral e morte. As causas mais comuns de obstrução incluem rebaixamento do nível de consciência, trauma direto na face ou pescoço e hematomas cervicais expansivos que comprimem a traqueia. A fisiopatologia da obstrução pode envolver a queda da língua em pacientes inconscientes, edema de tecidos moles devido a trauma direto, ou compressão extrínseca por sangramento. O diagnóstico é clínico, observando-se sinais como estridor, rouquidão, dispneia e uso de musculatura acessória. A ausculta e a inspeção do tórax são fundamentais para identificar ruídos anormais ou movimento paradoxal. O tratamento inicial visa desobstruir e manter a via aérea pérvia, utilizando manobras como elevação do mento e tração da mandíbula, aspiração de secreções ou corpos estranhos, e inserção de cânulas orofaríngeas/nasofaríngeas. A intubação orotraqueal é indicada em casos de falha das medidas iniciais ou risco iminente de obstrução. A proteção da coluna cervical deve ser mantida durante todas as manobras, com imobilização manual ou colar cervical.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de obstrução de vias aéreas em um paciente traumatizado?

Sinais incluem estridor, rouquidão, dispneia, uso de musculatura acessória, agitação ou letargia, e movimento paradoxal do tórax. A ausência de ruídos respiratórios pode indicar obstrução total.

Qual a prioridade entre via aérea e coluna cervical no trauma?

A prioridade é sempre a via aérea. A coluna cervical deve ser protegida e imobilizada durante todo o processo de avaliação e manejo da via aérea, mas não deve atrasar a desobstrução.

Como o rebaixamento do nível de consciência afeta as vias aéreas?

O rebaixamento do nível de consciência pode levar à perda do tônus muscular da faringe e laringe, resultando em obstrução das vias aéreas pela queda da língua ou aspiração de conteúdo gástrico.

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