CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2012
Assinale a alternativa que descreve recurso propedêutico prático na suspeita de obstrução lacrimal baixa em crianças com menos de 3 anos:
Fluoresceína no olho → pesquisa na orofaringe = Teste prático de patência lacrimal.
Em crianças pequenas, a observação da fluoresceína na orofaringe após instilação ocular é um método não invasivo e eficaz para confirmar a obstrução do ducto nasolacrimal.
A obstrução congênita do ducto nasolacrimal é uma condição frequente na prática pediátrica. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado na história de lacrimejamento constante e refluxo de secreção ao pressionar o saco lacrimal. Testes propedêuticos como o de desaparecimento da fluoresceína são úteis para confirmar a suspeita de forma não invasiva. É crucial diferenciar a obstrução simples de quadros mais graves como o glaucoma congênito (que apresenta fotofobia e buftalmo) ou dacriocistite aguda (que exige antibioticoterapia sistêmica). O manejo conservador com orientação correta da massagem de Crigler é a primeira linha de tratamento.
O teste consiste em instilar uma gota de fluoresceína sódica no saco conjuntival da criança. Após cerca de 2 a 5 minutos, utiliza-se uma luz azul-cobalto para inspecionar a orofaringe. Se a via lacrimal estiver pérvia, o corante terá drenado pelo ducto nasolacrimal até o nariz e descido para a garganta, tornando-se visível. A ausência de corante sugere obstrução.
A causa mais comum é a Obstrução Congênita do Ducto Nasolacrimal, geralmente devido à persistência de uma membrana (válvula de Hasner) na extremidade distal do ducto, no meato nasal inferior. Clinicamente, manifesta-se com epífora (lacrimejamento) e secreção purulenta crônica desde as primeiras semanas de vida.
A maioria dos casos (cerca de 90%) resolve-se espontaneamente até o primeiro ano de vida com massagem de Crigler. A sondagem é indicada quando não há resolução após os 10-12 meses de idade ou em casos de dacriocistite de repetição. Em crianças menores de 1 ano, pode ser feita sob anestesia tópica, mas em maiores prefere-se anestesia geral.
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