CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2007
Com relação à obstrução da via lacrimal do recém-nascido, está correto afirmar que:
Obstrução lacrimal congênita → 90% resolvem até 1 ano; falha na válvula de Hasner é a causa mais comum.
A obstrução congênita do ducto nasolacrimal é comum e geralmente autolimitada. Casos que persistem após 1 ano ou apresentam dilatação importante do saco lacrimal têm pior prognóstico com sondagem simples.
A obstrução congênita do ducto nasolacrimal (OCDNL) manifesta-se por epífora e secreção purulenta persistente desde as primeiras semanas de vida. A etiologia principal é a persistência de uma membrana na válvula de Hasner. O manejo inicial é conservador com a manobra de Crigler. A intervenção cirúrgica (sondagem) é geralmente postergada até os 10-12 meses de idade, devido à alta taxa de cura espontânea. No entanto, o sucesso da sondagem diminui progressivamente com o aumento da idade da criança, especialmente após os 2 anos, podendo ser necessário o uso de intubação com silicone ou dacriocistorrinostomia em casos refratários.
Aproximadamente 90% dos casos de obstrução congênita do ducto nasolacrimal resolvem-se espontaneamente durante o primeiro ano de vida, geralmente com o auxílio de massagem digital (manobra de Crigler) para aumentar a pressão hidrostática e romper a membrana obstrutiva.
A anormalidade congênita mais frequente é a imperfuração da porção distal do ducto nasolacrimal, especificamente na Válvula de Hasner, onde o ducto desemboca no meato inferior do nariz.
Fatores de mau prognóstico para o sucesso da sondagem simples incluem: idade superior a 12-18 meses, histórico de sondagens prévias sem sucesso, presença de grandes dacriocistoceles (dilatação do saco lacrimal) e malformações craniofaciais associadas.
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