Obstrução Congênita do Ducto Lacrimonasal: Localização

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2025

Enunciado

Qual é a localização mais comum da obstrução congênita de vias lacrimais?

Alternativas

  1. A) Canalículo lacrimal.
  2. B) Ducto lacrimonasal.
  3. C) Ponto lacrimal.
  4. D) Saco lacrimal.

Pérola Clínica

Local mais comum de obstrução lacrimal congênita = Ducto lacrimonasal (Válvula de Hasner).

Resumo-Chave

A obstrução ocorre pela falha na canalização da porção distal do sistema lacrimal, especificamente na membrana que recobre a válvula de Hasner no meato inferior.

Contexto Educacional

A obstrução congênita do ducto lacrimonasal é a anomalia mais comum do sistema lacrimal na infância, afetando uma parcela significativa dos recém-nascidos. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado na história de lacrimejamento crônico que se inicia nas primeiras semanas de vida. O conhecimento da anatomia é fundamental para a prova de residência: o sistema começa nos pontos lacrimais, segue pelos canalículos até o saco lacrimal e termina no ducto lacrimonasal. A válvula de Hasner, localizada no meato inferior, é o ponto crítico de obstrução. O tratamento cirúrgico precoce raramente é indicado, dada a alta taxa de cura espontânea.

Perguntas Frequentes

Qual a causa fisiopatológica da obstrução lacrimal congênita?

A causa mais comum é a persistência de uma membrana mucosa na extremidade distal do ducto lacrimonasal, onde ele desemboca no meato nasal inferior. Essa estrutura anatômica é conhecida como Válvula de Hasner. Durante o desenvolvimento fetal, o sistema lacrimal se canaliza progressivamente, e a falha na abertura dessa porção final no momento do nascimento resulta na obstrução funcional e mecânica da drenagem da lágrima, levando aos sintomas clássicos de epífora e secreção ocular.

Como diferenciar a obstrução congênita de uma conjuntivite neonatal?

A obstrução congênita do ducto lacrimonasal manifesta-se tipicamente com epífora (lacrimejamento constante) e secreção mucopurulenta que se acumula nos cílios, mas, crucialmente, a conjuntiva permanece clara e sem hiperemia (olho branco). Na conjuntivite neonatal, há hiperemia conjuntival importante, quemose e, dependendo do agente (como Neisseria ou Chlamydia), a secreção é muito mais profusa e o início dos sintomas segue cronologias específicas após o parto.

Qual é a conduta inicial recomendada para dacrioestenose congênita?

A conduta inicial é conservadora na grande maioria dos casos, consistindo na massagem do saco lacrimal (Manobra de Crigler). A massagem deve ser feita com pressão firme para baixo, visando aumentar a pressão hidrostática dentro do sistema lacrimal e forçar a abertura da membrana na válvula de Hasner. Cerca de 90% dos casos apresentam resolução espontânea ou assistida pela massagem até o primeiro ano de vida. A sondagem das vias lacrimais é reservada para casos persistentes após os 12 meses.

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