PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2015
Paciente do sexo masculino, 32 anos, após episódio recente de pancreatite aguda, em que foi constatada colecistolitiase com microcálculos, persiste com elevação da fosfatase alcalina e gamaglutamiltranspeptidase. Em relação a esse caso, é CORRETO afirmar que:
FA/GGT ↑ pós-pancreatite biliar → investigar obstrução biliar residual; Colangio-RM é exame não invasivo preferencial.
A elevação persistente de fosfatase alcalina e gamaglutamiltranspeptidase após um episódio de pancreatite biliar sugere obstrução biliar residual. A colangiopancreatografia por ressonância magnética (Colangio-RM) é o método diagnóstico não invasivo de escolha para investigar essa condição, sendo preferível à ultrassonografia endoscópica como exame inicial.
A pancreatite aguda biliar é frequentemente causada pela migração de cálculos biliares que obstruem o ducto biliar comum ou o ducto pancreático. Após a resolução do quadro agudo, a persistência de elevações enzimáticas como fosfatase alcalina (FA) e gamaglutamiltranspeptidase (GGT) é um sinal de alerta para a presença de obstrução biliar residual, que pode levar a complicações como colangite ou recorrência da pancreatite. A investigação adequada é fundamental para prevenir esses desfechos. A ultrassonografia abdominal é o exame inicial para colecistolitíase, mas sua sensibilidade para detectar cálculos no ducto biliar comum ou microcálculos é limitada. A ausência de dilatação das vias biliares na ultrassonografia não exclui completamente a obstrução. Nesses casos, a colangiopancreatografia por ressonância magnética (Colangio-RM) é o próximo passo diagnóstico. É um método não invasivo, sem radiação, que oferece excelente visualização da árvore biliar e pancreática, sendo superior à ultrassonografia para detectar cálculos nos ductos e dilatações. A ultrassonografia endoscópica (USE) é um exame mais invasivo, mas com a maior sensibilidade para detectar microcálculos e lesões periampulares. A colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPRE) é um procedimento terapêutico, não apenas diagnóstico, e é reservada para casos onde há alta probabilidade de obstrução e necessidade de intervenção (esfincterotomia, retirada de cálculos, colocação de stent), ou quando outros exames não foram conclusivos. A escolha do exame deve seguir uma abordagem escalonada, priorizando métodos menos invasivos e com boa acurácia diagnóstica.
A elevação persistente da fosfatase alcalina (FA) e da gamaglutamiltranspeptidase (GGT) após um episódio de pancreatite aguda biliar sugere a presença de uma obstrução biliar residual, como um cálculo impactado no ducto biliar comum ou uma estenose biliar, que impede o fluxo normal da bile.
A Colangio-RM (colangiopancreatografia por ressonância magnética) é um exame não invasivo de alta sensibilidade para a detecção de cálculos, dilatações e outras anormalidades nas vias biliares e pancreáticas. É o método de escolha para a investigação inicial de obstrução biliar suspeita, por sua capacidade de visualizar a anatomia biliar sem a necessidade de contraste iodado ou radiação ionizante.
A ultrassonografia endoscópica (USE) é um exame invasivo, mas com altíssima sensibilidade para detectar microcálculos, lama biliar e pequenas lesões periampulares que podem não ser visíveis em outros exames. É indicada quando a Colangio-RM é inconclusiva ou quando há forte suspeita de patologia biliar ou pancreática que requer uma avaliação mais detalhada ou biópsia.
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