Eletrorretinograma na Obstrução da Artéria Central da Retina

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2019

Enunciado

No eletrorretinograma a ausência da onda B,com normalidade da onda a, é compatível com:

Alternativas

  1. A) Hiperventilação.
  2. B) Maculopatia tóxica por cloroquina.
  3. C) Obstrução da artéria oftálmica.
  4. D) Obstrução da artéria central da retina.

Pérola Clínica

ERG: Onda A normal + Onda B ausente/reduzida = Isquemia das camadas internas da retina (ex: OACR).

Resumo-Chave

A onda A reflete os fotorreceptores (nutridos pela coroide), enquanto a onda B reflete as camadas internas (nutridas pela artéria central da retina).

Contexto Educacional

O eletrorretinograma (ERG) de campo total é um exame funcional que mede a resposta elétrica global da retina a estímulos luminosos. Sua interpretação baseia-se na análise das ondas componentes, que se correlacionam com diferentes camadas anatômicas. A onda A (negativa) origina-se nos fotorreceptores, enquanto a onda B (positiva) origina-se nas camadas internas, principalmente células bipolares. Em casos de Obstrução da Artéria Central da Retina (OACR), ocorre um infarto das camadas internas da retina. Clinicamente, observa-se edema retiniano e a mancha vermelho-cereja. Funcionalmente, o ERG demonstra a preservação da onda A (pois a coroide continua nutrindo os fotorreceptores) e a redução ou ausência da onda B, configurando um sinal eletrofisiológico clássico de isquemia retiniana interna.

Perguntas Frequentes

O que a onda A do eletrorretinograma representa?

A onda A é a primeira deflexão negativa do eletrorretinograma (ERG) e representa a atividade elétrica dos fotorreceptores (cones e bastonetes). Como os fotorreceptores são nutridos pela coriocapilar, a onda A permanece intacta em patologias que afetam apenas a circulação da artéria central da retina.

Por que a onda B é afetada na obstrução da artéria central da retina?

A onda B é a deflexão positiva que se segue à onda A e reflete a atividade das células bipolares e células de Müller nas camadas internas da retina. Essas camadas são supridas pela artéria central da retina. Na OACR, a isquemia dessas camadas leva à perda da onda B, gerando o chamado 'ERG negativo'.

Qual a diferença do ERG na obstrução da artéria oftálmica?

Na obstrução da artéria oftálmica, tanto a circulação retiniana quanto a coroidiana são comprometidas. Como resultado, há isquemia de toda a espessura da retina, levando à extinção total do ERG (ausência de ambas as ondas A e B), diferentemente da OACR isolada.

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