Obstipação Crônica Grave: Manejo de Urgência e Definitivo

UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2021

Enunciado

Uma senhora de 58 anos, com antecedentes de obstipação intestinal, chega ao pronto-socorro com queixa de dor e distensão abdominal. Diz não evacuar há 2 semanas. Está em regular estado geral, emagrecida, desidratada e um pouco dispnéica. O abdome está distendido, é difusamente doloroso e tem ruídos hidroaéreos. Apesar da tensão abdominal, a descompressão brusca é negativa. Melhor conduta, na urgência e definitiva:

Alternativas

  1. A) Lavagem intestinal / tratamento cirúrgico.
  2. B) Cirurgia / dieta rica em fibra.
  3. C) Cirurgia / fármacos antiparasitários.
  4. D) Fármacos laxativos / dieta rica em fibra.

Pérola Clínica

Obstipação crônica + distensão/dor abdominal + ausência evacuação prolongada → suspeitar de impactação fecal grave/obstrução. Conduta: desimpactação e investigação da causa definitiva.

Resumo-Chave

Uma paciente com obstipação intestinal crônica severa, dor e distensão abdominal, e ausência de evacuação por duas semanas, sugere uma impactação fecal grave ou até mesmo uma obstrução intestinal. A conduta inicial visa a desimpactação, e o tratamento definitivo dependerá da causa subjacente, que pode ser cirúrgica em casos de megacólon ou volvo.

Contexto Educacional

A obstipação intestinal crônica é uma queixa comum, mas quando evolui para um quadro de dor e distensão abdominal severas, com ausência prolongada de evacuação, deve-se suspeitar de uma impactação fecal grave (fecaloma) ou até mesmo de uma obstrução intestinal. A paciente em questão, com emagrecimento e desidratação, sugere um quadro crônico e descompensado que exige intervenção imediata. A conduta de urgência visa aliviar a obstrução. A lavagem intestinal, seja por enemas ou desimpactação manual, é frequentemente o primeiro passo para remover o fecaloma. No entanto, a persistência dos sintomas ou a presença de uma causa subjacente como megacólon (chagásico ou idiopático) ou volvo de sigmoide, que são comuns em pacientes com obstipação crônica grave, pode exigir tratamento cirúrgico definitivo. É crucial investigar a causa da obstipação crônica para instituir um tratamento definitivo adequado. A ausência de descompressão brusca negativa, apesar da dor difusa, pode indicar uma obstrução sem peritonite franca, mas a distensão e a dor ainda são sinais de alarme que demandam atenção e manejo apropriado.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta para uma obstipação intestinal grave?

Sinais de alerta para obstipação grave incluem dor e distensão abdominal severas, ausência prolongada de evacuação, náuseas/vômitos, febre, taquicardia e sinais de desidratação, sugerindo impactação fecal ou obstrução intestinal.

Qual a conduta inicial para uma impactação fecal severa?

A conduta inicial para impactação fecal severa envolve a desimpactação, que pode ser manual, por lavagem intestinal com enemas (água morna, óleo mineral) ou, em casos refratários, por remoção endoscópica, sempre com cuidado para evitar lesões.

Quando o tratamento cirúrgico é indicado para obstipação crônica?

O tratamento cirúrgico é indicado para causas específicas de obstipação crônica que resultam em obstrução mecânica, como megacólon (chagásico, idiopático), volvo de sigmoide ou outras anormalidades anatômicas que não respondem ao tratamento clínico conservador.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo