SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025
Menina, 18 meses de vida, é atendida na UPA por apresentar choro frequente, irritação e inquietude há, aproximadamente, dois dias, quando normalmente é muito tranquila. A mãe refere que a menor está mais irritadiça, chorando muito, sem motivo aparente; reduziu o apetite e não tem dormido bem à noite. Nega febre, alterações respiratórias, vômitos, diarreia. Ao exame, não há alterações à inspeção. A criança toca, frequentemente, a região abdominal, mas não há reação compatível com dor à palpação. Entre as causas comuns de dor abdominal em crianças, nessa faixa etária, a mais frequente é:
Irritabilidade + dor abdominal vaga em lactentes → Pensar primeiro em Obstipação Intestinal.
A obstipação intestinal é a causa funcional mais comum de desconforto abdominal e irritabilidade em crianças pequenas, devendo ser o primeiro diagnóstico diferencial.
A dor abdominal na infância é um dos motivos mais frequentes de consulta em emergências pediátricas. Em crianças de 18 meses, a obstipação funcional é extremamente prevalente, muitas vezes coincidindo com a introdução de novos alimentos ou o início do treinamento esfincteriano.\n\nO quadro clínico clássico é de uma criança irritada, que pode tocar a barriga mas não apresenta sinais de defesa abdominal. Embora a intussuscepção seja uma emergência importante nesta faixa etária, ela costuma cursar com crises de dor paroxística intensa e prostração. A apendicite aguda é rara em menores de 2 anos. Portanto, a avaliação do hábito intestinal é o passo inicial fundamental.
Além da redução na frequência das evacuações, a criança pode apresentar fezes endurecidas, esforço excessivo, dor ao evacuar e irritabilidade intermitente sem causa aparente.
Causas cirúrgicas como apendicite ou intussuscepção geralmente apresentam sinais de alarme como febre, vômitos biliosos, distensão abdominal importante ou sinais de peritonite ao exame físico.
O tratamento envolve orientações dietéticas (aumento de fibras e líquidos) e, se necessário, o uso de laxativos osmóticos como o polietilenoglicol (PEG) sob supervisão médica.
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