ENARE/ENAMED — Prova 2026
Homem de 28 anos, solteiro e residindo com os pais, comparece ao Centro de Atenção Psicossocial (CAPs), com visível constrangimento ao longo da consulta. Apesar de sua resistência inicial, relata que tem pensamentos recorrentes e indesejados, os quais invadem sua cabeça, tendo como temática a sua mãe sendo vítima de grande violência. Enfatiza sua angústia com esses pensamentos, que já duram mais de 6 meses, provocando significativo prejuízo em sua vida pessoal e profissional. Afirma ter o entendimento de que não há fundamento nessas ideias e que não faz sentido sofrer com isso. A denominação para a descrição clínica apresentada é
Pensamentos recorrentes, intrusivos, indesejados, com crítica preservada e angústia → Obsessão = Característica central do TOC.
Obsessões são pensamentos, impulsos ou imagens mentais recorrentes e persistentes, vivenciados como intrusivos e indesejados, que causam ansiedade ou angústia significativas; o indivíduo tenta ignorá-los ou neutralizá-los, e geralmente tem crítica sobre sua natureza irracional.
A psicopatologia da obsessão é um conceito fundamental para o entendimento do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). Obsessões são definidas como pensamentos, impulsos ou imagens mentais recorrentes e persistentes que são vivenciados, em algum momento durante o transtorno, como intrusivos e indesejados, e que na maioria dos indivíduos causam ansiedade ou angústia acentuadas. O indivíduo tenta ignorar ou suprimir esses pensamentos, impulsos ou imagens, ou neutralizá-los com algum outro pensamento ou ação (ou seja, por meio de uma compulsão). Um aspecto crucial para o diagnóstico de obsessão é a crítica preservada, ou seja, o indivíduo reconhece que esses pensamentos são produtos de sua própria mente e que seu conteúdo é irracional ou excessivo. Isso a diferencia de um delírio, onde a crença é inabalável e não há crítica. A presença de obsessões causa sofrimento significativo e prejuízo funcional, como exemplificado no caso clínico, impactando a vida pessoal e profissional do paciente. O tratamento do TOC geralmente envolve terapia cognitivo-comportamental e/ou farmacoterapia.
Obsessões são pensamentos, imagens ou impulsos recorrentes, intrusivos e indesejados, que causam angústia e são reconhecidos pelo indivíduo como irracionais ou excessivos.
Na obsessão, o indivíduo tem crítica sobre a irracionalidade do pensamento; no delírio, a crença é inabalável e não há crítica.
Sim, a crítica preservada é um elemento chave que diferencia a obsessão de outros fenômenos psicopatológicos, como o delírio, e é fundamental para o diagnóstico de TOC.
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