UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2019
Com base no código de ética médica (Resolução nº 1931/2009-Conselho Federal de Medicina), assinale a alternativa CORRETA.
Médico pode recusar atos contrários à sua consciência, mesmo que legais, exercendo objeção de consciência.
O Código de Ética Médica assegura ao profissional o direito à objeção de consciência, permitindo-lhe recusar a realização de atos médicos que, embora legalmente permitidos, sejam contrários aos seus princípios morais e éticos, desde que não haja risco iminente de morte ou dano irreversível ao paciente.
O Código de Ética Médica (CEM), atualmente regido pela Resolução CFM nº 1931/2009, é o conjunto de normas que regulamenta a conduta dos médicos no Brasil. Ele estabelece os direitos e deveres dos profissionais, visando proteger a saúde da população e a dignidade da profissão. Conhecer o CEM é fundamental para todos os estudantes e profissionais de medicina, pois ele orienta a prática clínica, a relação médico-paciente e as interações com a sociedade e outros profissionais. Um dos princípios mais importantes garantidos pelo CEM é o direito à objeção de consciência. Este direito permite que o médico se recuse a realizar atos médicos que, embora legalmente permitidos, sejam contrários aos seus ditames de consciência, sejam eles de natureza moral, ética ou religiosa. Este é um pilar da autonomia profissional, que protege o médico de ser compelido a agir contra seus valores mais profundos. No entanto, a objeção de consciência não é um direito absoluto. Ela não pode ser invocada em situações de urgência ou emergência, onde a vida do paciente esteja em risco iminente e a recusa possa causar dano irreversível ou morte. Nesses casos, o dever de prestar socorro e preservar a vida se sobrepõe. Além disso, o CEM também aborda temas como o sigilo médico, a publicidade profissional (proibindo a exposição de pacientes ou casos identificáveis), o uso de formulários e a qualificação para anunciar especialidades, sempre visando a ética e a responsabilidade na prática médica.
A objeção de consciência médica é o direito do profissional de recusar a prática de atos médicos que, embora permitidos por lei, sejam contrários aos seus princípios morais, éticos ou religiosos, sem que isso configure infração ética.
A objeção de consciência não pode ser exercida em situações de urgência ou emergência, onde a recusa possa causar dano irreversível ou morte ao paciente. Nesses casos, o dever de salvar vidas prevalece.
O Código de Ética Médica proíbe a referência a casos clínicos identificáveis, a exibição de pacientes ou seus retratos em anúncios ou divulgação de assuntos médicos, mesmo com autorização do paciente, para preservar a dignidade e o sigilo.
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