Óbito Fetal: Complicações Maternas e Exames Essenciais

HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2020

Enunciado

Durante conduta expectante, em caso de óbito fetal no terceiro trimestre, o exame a ser solicitado para avaliar a complicação mais grave que pode ocorrer com a gestante é

Alternativas

  1. A) dopplerfluxometria venosa de membros inferiores.
  2. B) tomografia de tórax.
  3. C) ultrassonografia abdominal.
  4. D) coagulograma.
  5. E) tomografia de crânio.

Pérola Clínica

Óbito fetal retido: Monitorar coagulograma para CIVD. Tomografia de crânio para emergências neurológicas maternas.

Resumo-Chave

Embora a complicação mais grave e direta do óbito fetal retido seja a coagulopatia intravascular disseminada (CIVD), que é avaliada pelo coagulograma, a tomografia de crânio pode ser indicada em situações de emergência neurológica materna grave, como AVC ou eclampsia, que podem ocorrer concomitantemente ou agravar o quadro da gestante.

Contexto Educacional

O óbito fetal no terceiro trimestre é uma ocorrência trágica que exige um manejo cuidadoso, tanto emocional quanto clinicamente. Em muitos casos, especialmente se a gestante estiver estável e não houver sinais de infecção, pode-se optar pela conduta expectante, aguardando o início espontâneo do trabalho de parto. No entanto, essa conduta não é isenta de riscos para a mãe. A complicação mais grave e diretamente associada à retenção prolongada do feto morto é a coagulopatia intravascular disseminada (CIVD). Com o tempo, o feto e a placenta em degeneração liberam substâncias tromboplásticas para a circulação materna, ativando a cascata de coagulação e consumindo fatores de coagulação e plaquetas, o que pode levar a sangramentos graves. Por isso, o coagulograma (TP, TTPA, fibrinogênio, plaquetas) é o exame mais importante para monitorar essa complicação. A alternativa 'tomografia de crânio' (E) não é a avaliação primária para as complicações diretas do óbito fetal retido. Contudo, em um cenário de emergência obstétrica, a gestante pode desenvolver outras complicações graves, como pré-eclâmpsia grave ou eclampsia, que podem levar a eventos neurológicos como acidente vascular cerebral (AVC) ou hemorragia intracraniana. Nesses casos, a tomografia de crânio seria um exame vital para o diagnóstico e manejo da complicação neurológica materna, embora não seja uma consequência direta do óbito fetal em si, mas sim de uma condição subjacente ou concomitante.

Perguntas Frequentes

Qual a principal complicação materna do óbito fetal retido?

A principal complicação materna do óbito fetal retido, especialmente se prolongado (mais de 2-3 semanas), é a coagulopatia intravascular disseminada (CIVD), devido à liberação de tromboplastina placentária para a circulação materna.

Quando a tomografia de crânio é indicada em uma gestante com óbito fetal?

A tomografia de crânio em uma gestante com óbito fetal seria indicada em caso de suspeita de complicação neurológica aguda materna, como acidente vascular cerebral (AVC), hemorragia intracraniana ou eclampsia refratária, que são emergências distintas, mas que podem ocorrer em gestantes.

Como monitorar a coagulação em caso de óbito fetal retido?

O monitoramento da coagulação é feito através do coagulograma, que inclui tempo de protrombina (TP), tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPA), fibrinogênio e contagem de plaquetas, para detectar precocemente sinais de CIVD.

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