UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2024
Em relação ao óbito fetal de um dos gemelares, considere as afirmativas a seguir.I. O risco de óbito fetal em gestações gemelares dicoriônicas, com restrição de crescimento fetal (RCF) seletiva de um dos fetos, dobra em comparação ao risco de RCF em gestações com feto único.II. O tempo de óbito e a corionicidade são fatores importantes na determinação do desfecho do outro gemelar.III. Gêmeos sobreviventes monocoriônicos apresentam risco cinco vezes maior de morte após o óbito fetal de um dos gemelares, em comparação com gêmeos sobreviventes dicoriônicos.IV. Entre os tipos de RCF seletiva em gestações gemelares monocoriônicas, o tipo II apresenta a maior taxa de deterioração fetal grave.Assinale a alternativa correta.
Óbito gemelar: corionicidade e tempo de óbito cruciais. Monocoriônicas ↑ risco para sobrevivente (5x) e RCF tipo II é a mais grave.
O prognóstico do gemelar sobrevivente após o óbito de um dos fetos é fortemente influenciado pela corionicidade e pelo tempo do óbito. Gestações monocoriônicas apresentam um risco significativamente maior de morte ou sequelas neurológicas para o sobrevivente devido às anastomoses vasculares, sendo a Restrição de Crescimento Fetal (RCF) seletiva tipo II uma das formas mais graves.
O óbito fetal de um dos gemelares é uma complicação devastadora que exige um entendimento aprofundado de seus fatores prognósticos, especialmente a corionicidade e o tempo de ocorrência. A incidência é maior em gestações gemelares em comparação com gestações únicas, e o manejo difere significativamente entre gestações monocoriônicas e dicoriônicas devido às particularidades da circulação placentária. Em gestações monocoriônicas, a presença de anastomoses vasculares na placenta é o principal fator fisiopatológico que eleva o risco para o gemelar sobrevivente. O óbito de um feto pode levar a uma exsanguinação aguda do feto vivo para o feto morto ou à embolização de trombos através das anastomoses, resultando em morte ou sequelas neurológicas graves (como leucomalácia periventricular, atrofia cerebral) em até 25-50% dos casos. A Restrição de Crescimento Fetal (RCF) seletiva, particularmente o tipo II, é uma condição de alto risco em monocoriônicas, com maior taxa de deterioração fetal grave devido a desequilíbrios hemodinâmicos complexos. O tratamento e o prognóstico dependem da idade gestacional, da corionicidade e da presença de outras complicações. Em gestações monocoriônicas, o acompanhamento deve ser mais rigoroso, com ultrassonografias seriadas para avaliar o gemelar sobrevivente e o cérebro fetal. A decisão sobre a interrupção da gestação ou intervenções intrauterinas é complexa e individualizada, visando otimizar o resultado para o feto sobrevivente. O conhecimento desses fatores é crucial para o aconselhamento parental e o planejamento do manejo obstétrico.
A corionicidade é crucial porque em gestações monocoriônicas, a presença de anastomoses vasculares placentárias permite a comunicação sanguínea entre os fetos. O óbito de um gemelar pode levar à exsanguinação aguda do sobrevivente para o feto morto ou à embolização de trombos, resultando em morte ou sequelas neurológicas graves para o gemelar remanescente.
A RCF seletiva tipo II em gestações monocoriônicas é uma condição grave caracterizada por um feto com restrição de crescimento e fluxo diastólico final ausente ou reverso na artéria umbilical, enquanto o outro feto tem crescimento normal. É associada a um alto risco de deterioração fetal grave e óbito, exigindo monitoramento intensivo e, frequentemente, intervenção.
Em gestações monocoriônicas, o gemelar sobrevivente tem um risco cinco vezes maior de morte e um risco significativo de sequelas neurológicas (como paralisia cerebral) devido às alterações hemodinâmicas agudas e à possibilidade de embolização de trombos que podem ocorrer após o óbito do co-gêmeo.
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