Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2015
Ao iniciar o pré-natal, paciente de 25 anos, G2P1A0C1, fez exame de ultrassonografia que mostrou embrião com 14 semanas em óbito. Qual é a MELHOR conduta nesse caso?
Óbito fetal 14 semanas → Misoprostol é a conduta de escolha para esvaziamento uterino medicamentoso.
Para óbito fetal no segundo trimestre (14 semanas), o misoprostol é a conduta de escolha para indução do esvaziamento uterino, sendo eficaz e com menor risco de complicações em comparação com a curetagem ou cesárea nesse período gestacional.
O manejo do óbito fetal ou aborto retido no segundo trimestre da gestação requer uma abordagem cuidadosa e baseada em evidências para garantir a segurança e o bem-estar da paciente. Em 14 semanas de gestação, o útero já atingiu um tamanho considerável, tornando a curetagem uterina um procedimento com riscos aumentados de perfuração e hemorragia em comparação com o primeiro trimestre. A conduta de escolha para o esvaziamento uterino em gestações de segundo trimestre, como neste caso de 14 semanas, é o manejo medicamentoso com misoprostol. O misoprostol, um análogo sintético da prostaglandina E1, é administrado por via vaginal ou oral e age induzindo contrações uterinas e amadurecimento cervical, levando à expulsão do feto e da placenta. Este método é altamente eficaz, seguro e geralmente bem tolerado. A conduta expectante pode ser uma opção, mas o tempo prolongado para a expulsão espontânea aumenta o risco de infecção e coagulopatia. A cesárea é uma intervenção cirúrgica maior e completamente inadequada para o manejo de um óbito fetal nesse estágio gestacional. A repetição da ultrassonografia em 14 dias não altera a conduta, uma vez que o óbito já foi confirmado. Portanto, o misoprostol representa a melhor e mais segura opção terapêutica.
O misoprostol, uma prostaglandina sintética, induz contrações uterinas e amadurecimento cervical, promovendo a expulsão do conteúdo uterino de forma segura e eficaz em gestações de segundo trimestre, com menor risco de complicações mecânicas em comparação com procedimentos cirúrgicos.
Outras opções incluem a conduta expectante (aguardar a expulsão espontânea, que pode demorar e aumentar o risco de infecção) ou procedimentos cirúrgicos como a aspiração manual intrauterina (AMIU) ou curetagem, que são mais indicados para gestações de primeiro trimestre ou em casos de falha do tratamento medicamentoso.
Em 14 semanas, o útero é maior e mais amolecido, e o colo uterino pode ser mais difícil de dilatar, aumentando o risco de perfuração uterina, hemorragia, infecção e síndrome de Asherman (aderências intrauterinas) com a curetagem.
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