UFAL/HUPAA - Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (AL) — Prova 2020
O maior risco que corre uma gestante com diagnóstico de óbito fetal com 24 semanas, caso se opte por conduta expectante, é:
Óbito fetal > 4 semanas de conduta expectante → ↑ risco de coagulopatia (CID).
A conduta expectante em casos de óbito fetal, especialmente após 4 semanas da morte, aumenta significativamente o risco de coagulopatia materna, como a coagulação intravascular disseminada (CID). Isso ocorre devido à liberação de tromboplastina tecidual do feto em degeneração para a circulação materna, ativando a cascata de coagulação.
O óbito fetal, definido como a morte do feto após 20 semanas de gestação ou com peso superior a 500g, é uma ocorrência trágica que exige manejo cuidadoso. Quando o feto permanece retido no útero por um período prolongado após o óbito, a condição é conhecida como óbito fetal retido. A conduta pode ser ativa (indução do parto) ou expectante, aguardando o início espontâneo do trabalho de parto. A principal complicação materna associada à conduta expectante prolongada em casos de óbito fetal é a coagulopatia, particularmente a coagulação intravascular disseminada (CID). Isso ocorre devido à liberação gradual de tromboplastina tecidual do feto em degeneração e da placenta para a circulação materna. Essa tromboplastina ativa a cascata de coagulação, levando ao consumo excessivo de fatores de coagulação e plaquetas, resultando em um estado de hipocoagulabilidade e risco de hemorragias graves. O risco de coagulopatia aumenta significativamente após 4 semanas da morte fetal. Portanto, embora a conduta expectante possa ser uma opção para algumas pacientes, é crucial monitorar de perto os parâmetros de coagulação (tempo de protrombina, tempo de tromboplastina parcial ativada, fibrinogênio, plaquetas) e considerar a interrupção da gestação se houver sinais de disfunção da coagulação ou se o período de espera se estender demais. O manejo deve ser individualizado, considerando o estado clínico da paciente e seus desejos.
O principal risco da conduta expectante prolongada em casos de óbito fetal é o desenvolvimento de coagulopatia materna, como a coagulação intravascular disseminada (CID), devido à liberação de substâncias tromboplásticas do feto em degeneração.
A coagulopatia ocorre pela liberação de tromboplastina tecidual do feto morto e da placenta para a circulação materna. Essa substância ativa a cascata de coagulação, levando ao consumo de fatores de coagulação e plaquetas, resultando em CID.
O risco de coagulopatia aumenta progressivamente após 4 semanas da morte fetal. Embora a conduta expectante possa ser considerada inicialmente, a monitorização rigorosa dos parâmetros de coagulação é fundamental, e a intervenção deve ser planejada.
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