FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2024
G4P2A1, na 37a semana de gestação, apresenta sangramento vaginal de moderada quantidade. Ao exame: PA= 100x70mmHg; FC= 90bpm; e mucosas descoradas. Útero hipotônico com dilatação cervical de 3,0cm e ausência de batimento fetal. Após confirmação do diagnóstico de óbito fetal, a conduta obstétrica é
Óbito fetal confirmado com dilatação cervical e útero hipotônico → indução do parto com misoprostol.
Em casos de óbito fetal confirmado, especialmente com dilatação cervical já presente e útero hipotônico, a indução do parto com misoprostol é a conduta preferencial para esvaziamento uterino, visando um parto vaginal e evitando a cesariana, que possui maiores riscos.
O diagnóstico de óbito fetal é uma situação devastadora para os pais e um desafio clínico para a equipe de saúde. Uma vez confirmado o óbito fetal, a conduta obstétrica visa o esvaziamento uterino de forma segura e com o menor impacto físico e emocional possível para a gestante. A via preferencial para o parto em casos de óbito fetal é a vaginal, a menos que existam contraindicações obstétricas específicas. A indução do parto é a abordagem mais comum. O misoprostol, um análogo sintético da prostaglandina E1, é amplamente utilizado e eficaz para promover o amadurecimento cervical e as contrações uterinas, levando ao parto vaginal. A dosagem e a via de administração (vaginal ou oral) podem variar de acordo com a idade gestacional e o protocolo institucional. A ocitocina também pode ser utilizada, mas geralmente após o amadurecimento cervical inicial ou em combinação com o misoprostol. A cesariana é geralmente evitada, pois acarreta maiores riscos cirúrgicos para a mãe e não oferece benefícios ao feto já falecido. No entanto, em situações como placenta prévia, desproporção cefalopélvica ou outras condições maternas que contraindiquem o parto vaginal, a cesariana pode ser necessária. O suporte psicológico à família é uma parte integral e crucial do manejo nesses casos.
A confirmação do óbito fetal, geralmente por ultrassonografia, é crucial para evitar intervenções desnecessárias e para iniciar o aconselhamento adequado à família. A ausência de batimentos cardíacos fetais é o principal critério diagnóstico.
O misoprostol é um análogo da prostaglandina E1 que promove o amadurecimento cervical e contrações uterinas eficazes, sendo altamente eficaz na indução do parto em casos de óbito fetal, com boa segurança e menor custo em comparação a outras opções.
A cesariana é geralmente reservada para situações em que há contraindicações ao parto vaginal (ex: placenta prévia total, desproporção cefalopélvica absoluta, cirurgia uterina prévia com alto risco de ruptura) ou complicações maternas que exijam o esvaziamento uterino rápido e seguro.
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