Óbito Fetal: Causas, Prevenção e Investigação

UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2020

Enunciado

Em relação ao óbito fetal NÃO PODEMOS AFIRMAR:

Alternativas

  1. A) Considera-se óbito fetal tardio em fetos com 1.000g ou mais, ou 28 semanas ou mais, ou 35 cm ou mais, de acordo com a 10º revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID-10).
  2. B) Não é recomendado pesquisar trombofilias no intervalo interpartal em mulheres com antecedentes de óbito fetal.
  3. C) O óbito fetal tardio é evitável na grande maioria das vezes através de uma adequada assistência pré-natal.
  4. D) Diabetes gestacional e aloimunização Rh são causas de óbito fetal.

Pérola Clínica

Óbito fetal tardio: investigar trombofilias no intervalo interpartal é RECOMENDADO.

Resumo-Chave

A investigação de trombofilias no intervalo interpartal é recomendada em mulheres com antecedente de óbito fetal, especialmente se recorrente ou sem causa aparente, pois trombofilias são fatores de risco importantes para perdas gestacionais.

Contexto Educacional

O óbito fetal representa uma das mais trágicas complicações da gestação, com profundo impacto emocional para a família. A Classificação Internacional de Doenças (CID-10) define óbito fetal tardio como a morte de um feto com peso igual ou superior a 1.000g, ou idade gestacional de 28 semanas ou mais, ou comprimento de 35 cm ou mais. A maioria desses óbitos é evitável através de uma assistência pré-natal de qualidade, que permite a detecção e intervenção precoce em condições de risco. Diversas condições podem levar ao óbito fetal, incluindo doenças maternas como diabetes gestacional descompensado, hipertensão arterial crônica ou pré-eclâmpsia, e a aloimunização Rh, que pode causar anemia fetal grave. Além disso, anomalias congênitas fetais, infecções intrauterinas e complicações placentárias, como o descolamento prematuro de placenta ou insuficiência placentária, são fatores etiológicos importantes. A investigação etiológica após um óbito fetal é crucial para identificar a causa e oferecer aconselhamento e manejo adequados para futuras gestações. A pesquisa de trombofilias hereditárias ou adquiridas, como a síndrome do anticorpo antifosfolipídio, é fortemente recomendada no intervalo interpartal, especialmente em casos de óbito fetal recorrente ou inexplicado, pois essas condições aumentam significativamente o risco de perdas gestacionais e podem ser manejadas com terapia antitrombótica.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de óbito fetal?

As causas de óbito fetal são multifatoriais, incluindo condições maternas como diabetes gestacional e aloimunização Rh, anomalias fetais, infecções, restrição de crescimento fetal, descolamento prematuro de placenta e trombofilias.

Por que a assistência pré-natal é crucial na prevenção do óbito fetal?

Uma assistência pré-natal adequada permite a identificação e manejo precoce de fatores de risco maternos e fetais, como hipertensão, diabetes, infecções e alterações no crescimento fetal, prevenindo a maioria dos óbitos fetais tardios.

Quando se considera óbito fetal tardio segundo a CID-10?

Segundo a CID-10, óbito fetal tardio é considerado em fetos com 1.000g ou mais, ou 28 semanas ou mais de idade gestacional, ou 35 cm ou mais de comprimento.

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