Óbito Fetal: Conduta e Indução do Parto com Prostaglandinas

FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2020

Enunciado

Paciente, primigesta de 36 semanas de gestação, chega ao pronto-socorro com diagnóstico de óbito fetal pela ultrassonografia. Diante desse quadro, qual é a melhor conduta?

Alternativas

  1. A) Indução de parto com infusão de solução hipertônica intrauterina.
  2. B) Indução de parto com sonda de foley.
  3. C) Indução de parto com prostaglandina.
  4. D) Indução de parto com ocitocina.

Pérola Clínica

Óbito fetal > 20 semanas: indução do parto com prostaglandinas (misoprostol) é a conduta preferencial.

Resumo-Chave

Em casos de óbito fetal após 20 semanas de gestação, a indução do parto é a conduta preferencial, sendo as prostaglandinas (como o misoprostol) a primeira escolha para o amadurecimento cervical e início das contrações. A ocitocina pode ser usada após o amadurecimento cervical ou em conjunto com as prostaglandinas.

Contexto Educacional

O diagnóstico de óbito fetal é uma situação clínica devastadora para a família e um desafio para a equipe de saúde. Em gestações avançadas (geralmente após 20 semanas), a conduta preferencial é a indução do parto. É crucial que residentes e profissionais de obstetrícia estejam familiarizados com as opções e protocolos para um manejo adequado, visando a segurança materna e o suporte emocional. A indução do parto é recomendada para evitar complicações maternas, como coagulopatia (coagulação intravascular disseminada), que pode ocorrer se o feto retido permanecer por semanas, e para mitigar o impacto psicológico da espera. Entre os métodos de indução, as prostaglandinas, como o misoprostol (via vaginal ou oral), são a primeira escolha, especialmente quando o colo uterino é desfavorável (imaturo). Elas atuam promovendo o amadurecimento cervical e estimulando as contrações uterinas de forma eficaz. Outras opções, como a ocitocina, são mais eficazes em colos já amadurecidos e podem ser usadas em conjunto com as prostaglandinas ou após o amadurecimento cervical. Métodos mecânicos, como a sonda de Foley, também podem ser utilizados para amadurecimento cervical, mas as prostaglandinas são frequentemente preferidas pela sua dupla ação. A infusão de solução hipertônica intrauterina é uma técnica obsoleta e não recomendada devido aos riscos maternos. O manejo deve ser individualizado, considerando a idade gestacional, as condições maternas e as preferências da paciente, sempre com suporte psicológico adequado.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta inicial diante do diagnóstico de óbito fetal?

Após a confirmação do óbito fetal por ultrassonografia, a conduta inicial é a indução do parto. A maioria das mulheres prefere a resolução rápida para evitar o sofrimento psicológico prolongado, e a espera pode aumentar o risco de coagulopatia materna.

Por que as prostaglandinas são a primeira escolha para indução de parto em óbito fetal?

As prostaglandinas, como o misoprostol, são a primeira escolha porque são eficazes tanto para o amadurecimento cervical quanto para a indução das contrações uterinas, mesmo em colos imaturos. Elas são seguras e amplamente disponíveis para essa indicação.

Quando a ocitocina é utilizada na indução de parto para óbito fetal?

A ocitocina é utilizada para indução do parto quando o colo uterino já está favorável (amadurecido) ou após o uso de prostaglandinas. Ela pode ser usada em conjunto com as prostaglandinas para potencializar as contrações, mas não é a primeira escolha para o amadurecimento cervical em um colo desfavorável.

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