Óbito Fetal: Risco de Coagulopatia na Conduta Expectante

HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2020

Enunciado

O maior risco que corre uma gestante com diagnóstico de óbito fetal com 24 semanas, caso se opte por conduta expectante, é:

Alternativas

  1. A) coagulopatia
  2. B) descolamento prematuro de placenta
  3. C) infecção amniótica
  4. D) rotura uterina

Pérola Clínica

Óbito fetal > 4 semanas de conduta expectante → risco ↑ de coagulopatia (CIVD).

Resumo-Chave

A conduta expectante em casos de óbito fetal, especialmente após 4 semanas da morte fetal, aumenta significativamente o risco de coagulopatia de consumo (CIVD) devido à liberação de tromboplastina tecidual pela placenta em degeneração. Por isso, a monitorização da coagulação é crucial.

Contexto Educacional

O óbito fetal é a morte do feto após 20 semanas de gestação. Sua ocorrência é um evento traumático para a gestante e sua família, e a conduta médica deve considerar tanto os aspectos físicos quanto emocionais. A incidência varia, mas é uma complicação grave que exige manejo cuidadoso. A fisiopatologia da coagulopatia no óbito fetal retido envolve a liberação gradual de tromboplastina tecidual da placenta em degeneração para a circulação materna. Esta substância ativa a cascata de coagulação, levando a um estado de coagulação intravascular disseminada (CIVD) crônica, com consumo de fatores de coagulação e plaquetas. O risco aumenta progressivamente com o tempo de retenção do feto, tornando-se significativo após 4-5 semanas. A conduta expectante pode ser uma opção em alguns casos, mas exige monitorização rigorosa da coagulação materna. O tratamento definitivo é a interrupção da gestação, que deve ser planejada considerando o risco de coagulopatia. A correção de quaisquer distúrbios de coagulação deve preceder ou acompanhar o procedimento de esvaziamento uterino para minimizar o risco de hemorragia.

Perguntas Frequentes

Qual o principal risco da conduta expectante no óbito fetal?

O principal risco é o desenvolvimento de coagulopatia de consumo (CIVD), especialmente se o feto permanecer retido por mais de 4 semanas.

Por que a coagulopatia ocorre no óbito fetal retido?

A placenta em degeneração libera tromboplastina tecidual na circulação materna, ativando a cascata de coagulação e levando ao consumo de fatores de coagulação e plaquetas.

Como monitorar a coagulopatia em gestantes com óbito fetal?

É fundamental monitorar regularmente os exames de coagulação, como fibrinogênio, tempo de protrombina (TP), tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPA) e contagem de plaquetas.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo