HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2020
O maior risco que corre uma gestante com diagnóstico de óbito fetal com 24 semanas, caso se opte por conduta expectante, é:
Óbito fetal > 4 semanas de conduta expectante → risco ↑ de coagulopatia (CIVD).
A conduta expectante em casos de óbito fetal, especialmente após 4 semanas da morte fetal, aumenta significativamente o risco de coagulopatia de consumo (CIVD) devido à liberação de tromboplastina tecidual pela placenta em degeneração. Por isso, a monitorização da coagulação é crucial.
O óbito fetal é a morte do feto após 20 semanas de gestação. Sua ocorrência é um evento traumático para a gestante e sua família, e a conduta médica deve considerar tanto os aspectos físicos quanto emocionais. A incidência varia, mas é uma complicação grave que exige manejo cuidadoso. A fisiopatologia da coagulopatia no óbito fetal retido envolve a liberação gradual de tromboplastina tecidual da placenta em degeneração para a circulação materna. Esta substância ativa a cascata de coagulação, levando a um estado de coagulação intravascular disseminada (CIVD) crônica, com consumo de fatores de coagulação e plaquetas. O risco aumenta progressivamente com o tempo de retenção do feto, tornando-se significativo após 4-5 semanas. A conduta expectante pode ser uma opção em alguns casos, mas exige monitorização rigorosa da coagulação materna. O tratamento definitivo é a interrupção da gestação, que deve ser planejada considerando o risco de coagulopatia. A correção de quaisquer distúrbios de coagulação deve preceder ou acompanhar o procedimento de esvaziamento uterino para minimizar o risco de hemorragia.
O principal risco é o desenvolvimento de coagulopatia de consumo (CIVD), especialmente se o feto permanecer retido por mais de 4 semanas.
A placenta em degeneração libera tromboplastina tecidual na circulação materna, ativando a cascata de coagulação e levando ao consumo de fatores de coagulação e plaquetas.
É fundamental monitorar regularmente os exames de coagulação, como fibrinogênio, tempo de protrombina (TP), tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPA) e contagem de plaquetas.
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