Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2021
A obesidade é uma doença crônica, complexa, de etiologia multifatorial e resulta de balanço energético positivo. O seu desenvolvimento ocorre, na grande maioria dos casos, pela associação de fatores genéticos, ambientais e comportamentais. Entre outros componentes que participam da informação ao sistema nervoso central do grau de adiposidade do organismo, a insulina e a leptina têm papel de destaque nesse processo. Sobre a leptina, é correto afirmar que:
Leptina: hormônio adipocitário que inibe ingestão alimentar e ↑ gasto energético via hipotálamo.
A leptina, secretada pelos adipócitos, atua como um sinalizador da quantidade de massa gorda para o sistema nervoso central, especialmente o hipotálamo. Ela desempenha um papel crucial na regulação do balanço energético, inibindo a ingestão alimentar e estimulando o gasto energético, sendo um dos principais hormônios envolvidos na fisiopatologia da obesidade.
A obesidade é uma doença crônica multifatorial, caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal. A regulação do peso corporal é um processo complexo que envolve a interação entre fatores genéticos, ambientais, comportamentais e hormonais. Entre os hormônios que desempenham um papel crucial na sinalização do grau de adiposidade ao sistema nervoso central, a leptina se destaca. A leptina é uma proteína de 16 kDa codificada pelo gene ob (de 'obese') e secretada principalmente pelos adipócitos diferenciados. Sua secreção é diretamente proporcional à quantidade de massa gorda e é sensível ao balanço energético, diminuindo em jejum e aumentando após a alimentação. A leptina atua como um sinal de saciedade de longo prazo, informando o hipotálamo sobre as reservas energéticas do corpo. Os receptores de leptina estão localizados em diversas áreas do cérebro, com alta concentração no hipotálamo. Ao se ligar a esses receptores, a leptina inibe a produção de neuropeptídeos orexígenos (como o neuropeptídeo Y e a proteína relacionada ao Agouti) e estimula a produção de neuropeptídeos anorexígenos (como a pró-opiomelanocortina), resultando na diminuição da ingestão alimentar e no aumento do gasto energético. Em muitos casos de obesidade, observa-se resistência à leptina, onde o corpo não responde adequadamente aos seus sinais, contribuindo para a dificuldade em manter um peso saudável.
A leptina é um hormônio secretado pelos adipócitos que atua como um sinalizador de longo prazo da quantidade de energia armazenada no tecido adiposo. Sua principal função é regular o balanço energético, inibindo a ingestão alimentar e estimulando o gasto energético, através de sua ação no hipotálamo.
A leptina atravessa a barreira hematoencefálica e se liga a receptores específicos (receptores de leptina) localizados em diversas regiões do hipotálamo, como o núcleo arqueado. Essa ligação ativa vias de sinalização que modulam a expressão de neuropeptídeos orexígenos (que estimulam o apetite) e anorexígenos (que inibem o apetite), resultando na diminuição da ingestão alimentar e aumento do gasto energético.
Em indivíduos obesos, os níveis de leptina são geralmente elevados, pois há mais tecido adiposo produzindo o hormônio. No entanto, muitos obesos apresentam um fenômeno conhecido como 'resistência à leptina', onde o cérebro não responde adequadamente aos altos níveis de leptina, resultando na falha em suprimir o apetite e aumentar o gasto energético, perpetuando o ganho de peso.
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