PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
Menina com 8 anos de idade consulta devido ao ganho excessivo de peso há 2 anos. Apresenta crises de broncoespasmos desde 5 anos de idade. Faz uso de fluticasona spray nasal, com um jato de 100 mcg/dia, com boa resposta. Pai com 172 cm (Percentil 25) e mãe com 155 cm (Percentil 10). Ao exame, paciente com 128 cm (Percentil 50), 38 kg (Percentil 97), IMC 23 (Percentil >97), circunferência abdominal de 80 cm e circunferência de quadril de 70 cm e aumento de mamas sem tecido mamário palpável. Qual o diagnóstico do caso?
Obesidade infantil com história familiar e sem sinais de endocrinopatia → Obesidade primária central.
A obesidade primária é a mais comum na infância, geralmente multifatorial (genética, ambiente) e sem causa patológica subjacente. A distribuição central da gordura (circunferência abdominal > quadril) é um marcador de risco metabólico, mesmo em crianças.
A obesidade infantil é uma epidemia global com sérias implicações para a saúde a longo prazo. É classificada como primária (exógena, multifatorial) ou secundária (endógena, devido a condições médicas específicas). A maioria dos casos é primária, resultante de um desequilíbrio entre a ingestão calórica e o gasto energético, influenciado por fatores genéticos, ambientais e comportamentais. O diagnóstico da obesidade em crianças é feito através do cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC) e sua plotagem em curvas de crescimento específicas para idade e sexo. Um IMC acima do percentil 97 para idade e sexo é classificado como obesidade. A distribuição da gordura, especialmente a obesidade central (avaliada pela circunferência abdominal), é um importante preditor de risco cardiometabólico. No caso apresentado, a criança tem IMC no percentil >97, ganho de peso excessivo, e a ausência de outros sinais de endocrinopatia (estatura normal, ausência de tecido mamário palpável, apenas aumento de mamas que pode ser lipomastia) sugere fortemente uma obesidade primária central. O tratamento da obesidade infantil envolve modificações no estilo de vida, incluindo dieta equilibrada e aumento da atividade física, com o objetivo de desacelerar ou estabilizar o ganho de peso, permitindo que a criança "cresça na sua altura" em direção a um IMC mais saudável. A abordagem deve ser familiar e multidisciplinar, focando na saúde e bem-estar geral, e não apenas na perda de peso.
O diagnóstico de obesidade em crianças é feito pelo Índice de Massa Corporal (IMC) para idade e sexo, utilizando curvas de percentil. Um IMC acima do percentil 97 é considerado obesidade.
A obesidade primária é a mais comum, multifatorial, sem causa patológica identificável e geralmente com estatura normal ou alta. A secundária é rara, associada a doenças genéticas ou endócrinas, e frequentemente cursa com baixa estatura ou outras dismorfias.
A circunferência abdominal é um indicador de obesidade central, que está associada a um maior risco de complicações metabólicas, como resistência à insulina, dislipidemia e hipertensão, mesmo em crianças.
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