HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2020
A obesidade tem aumentado nas crianças e adolescentes. Nestes casos, é CORRETO afirmar:
Obesidade em adolescentes → alto risco de esteatose hepática não alcoólica (NAFLD).
A esteatose hepática não alcoólica (NAFLD) é uma comorbidade cada vez mais comum na obesidade pediátrica, especialmente em adolescentes, podendo progredir para esteato-hepatite (NASH) e cirrose se não tratada.
A obesidade infantil e adolescente representa um grave problema de saúde pública, com prevalência crescente e impacto significativo na saúde a curto e longo prazo. Diferente do adulto, o cálculo do IMC na criança e adolescente utiliza curvas de crescimento específicas por idade e sexo, em vez de um valor fixo, para classificar o estado nutricional. Uma das comorbidades mais preocupantes e cada vez mais observadas nessa faixa etária é a esteatose hepática não alcoólica (NAFLD), que pode progredir para esteato-hepatite não alcoólica (NASH), fibrose e cirrose. A resistência periférica à insulina é um achado comum na obesidade pediátrica, contribuindo para o desenvolvimento de diabetes tipo 2 e síndrome metabólica, que não são exclusivas de adultos e podem se manifestar precocemente. É crucial que residentes e profissionais de saúde estejam atentos à detecção precoce e ao manejo da obesidade e suas comorbidades em crianças e adolescentes. A maioria dos casos de obesidade nessa faixa etária é primária (exógena), relacionada a fatores genéticos e ambientais, sendo a obesidade secundária a causas tratáveis (como hipotireoidismo ou síndromes genéticas) muito menos comum. O tratamento envolve mudanças no estilo de vida, com dieta e atividade física, e em alguns casos, intervenções farmacológicas ou cirúrgicas.
As principais comorbidades incluem resistência à insulina, diabetes tipo 2, dislipidemia, hipertensão arterial, apneia do sono, problemas ortopédicos e esteatose hepática não alcoólica.
O diagnóstico geralmente envolve exames de sangue para enzimas hepáticas (ALT, AST), ultrassonografia abdominal e, em alguns casos, biópsia hepática para confirmar a esteato-hepatite.
Sim, a síndrome metabólica pode acometer crianças e adolescentes obesos, caracterizada por um conjunto de fatores de risco como obesidade abdominal, dislipidemia, hipertensão e resistência à insulina.
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