HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2020
Paciente feminina, 48 anos, com antecedente de hérnia de hiato e doença do refluxo vem à consulta com Peso: 92 kg e alt: 1,55 (IMC de 47). Tem como co-morbidades hipertensão arterial e diabetes mellitus. Paciente já realizou diversos tratamentos para refluxo sem sucesso e vem, pois deseja realizar a cirurgia do refluxo. Traz Endoscopia Digestiva Alta evidenciando hérnia de hiato tipo I de 4 cm e esofagite grau B de Los Angeles. Assinale a alternativa correta com a melhor conduta para a paciente acima.
Obesidade mórbida (IMC > 40) + DRGE refratária → Bypass Gástrico é a melhor opção cirúrgica.
Pacientes com obesidade mórbida (IMC > 40 kg/m²) e doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) refratária ao tratamento clínico ou com hérnia de hiato significativa, têm indicação de cirurgia bariátrica. O Bypass Gástrico em Y de Roux é a técnica preferencial, pois além de promover a perda de peso, melhora significativamente a DRGE.
A obesidade mórbida, definida por um IMC ≥ 40 kg/m² ou ≥ 35 kg/m² com comorbidades, é um fator de risco significativo para a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) e hérnia de hiato. A pressão intra-abdominal aumentada e as alterações anatômicas contribuem para a patogênese do refluxo. O tratamento da DRGE em pacientes obesos é um desafio complexo. Em pacientes com obesidade mórbida e DRGE refratária ao tratamento clínico, ou com hérnia de hiato significativa, a cirurgia bariátrica é a conduta de escolha. Dentre as técnicas, o Bypass Gástrico em Y de Roux é considerado o padrão-ouro, pois além de promover perda de peso sustentada, é altamente eficaz na resolução ou melhora da DRGE, superando a fundoplicatura isolada. É crucial que residentes compreendam que a fundoplicatura isolada em pacientes obesos tem resultados inferiores e maior taxa de falha a longo prazo. A abordagem multidisciplinar, incluindo a avaliação para cirurgia bariátrica, é essencial para o manejo adequado desses pacientes, visando não apenas o controle do refluxo, mas também a melhora das comorbidades associadas à obesidade.
A cirurgia bariátrica é indicada para pacientes com IMC ≥ 40 kg/m² ou IMC ≥ 35 kg/m² com comorbidades associadas à obesidade, como hipertensão e diabetes.
O Bypass Gástrico promove perda de peso significativa e altera a anatomia gastrointestinal, criando um novo reservatório gástrico e desviando o fluxo biliar e pancreático, o que reduz o refluxo ácido e biliar para o esôfago.
A fundoplicatura isolada em pacientes obesos tem maior risco de falha, recorrência dos sintomas de refluxo e complicações, devido à pressão intra-abdominal elevada e à dificuldade técnica.
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