FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2021
Mãe traz filha de 10 meses de idade à consulta e diz que está orgulhosa, pois ela come bem e todos a acham “fofinha”. Criança nascida a termo, em aleitamento materno exclusivo até os 6 meses, atualmente mantém aleitamento e alimentação complementar. Mãe nega oferta de alimentos adoçados ou industrializados e afirma que a criança “nunca está satisfeita”. Nega comorbidades conhecidas. Nega casos de obesidade ou doenças endocrinológicas na família. Ao exame: lactente sem dismorfismos faciais, ativa, normocorada, hidratada, eupneica. Ausculta cardiopulmonar e exame abdominal sem alterações. Estatura: 70cm; peso: 12kg; IMC = 23 kg/m². Analisando o caso e o gráfico abaixo, responda as questões a seguir: Sobre a avaliação clínica de crianças com algum grau de sobrepeso/obesidade, assinale a alternativa correta:
Obesidade < 1 ano → sinal de alerta para etiologia secundária/genética, exige investigação.
A obesidade que se manifesta no primeiro ano de vida, especialmente em lactentes, é um forte indicativo para a investigação de causas secundárias ou genéticas, como síndromes específicas, e não deve ser automaticamente atribuída apenas a fatores exógenos.
A obesidade infantil é um problema de saúde pública crescente, com implicações significativas para a saúde a longo prazo. A avaliação clínica de crianças com sobrepeso ou obesidade exige uma abordagem cuidadosa, considerando não apenas os hábitos de vida, mas também fatores genéticos e sindrômicos. A idade de início da obesidade é um marcador prognóstico e diagnóstico importante. A obesidade que se manifesta no primeiro ano de vida, como no caso da lactente, é um sinal de alerta crucial. Diferente da obesidade exógena típica, que geralmente se desenvolve mais tarde e está ligada a fatores ambientais, a obesidade de início precoce sugere a necessidade de investigação para causas genéticas ou sindrômicas, mesmo na ausência de histórico familiar ou dismorfismos evidentes. Síndromes como Prader-Willi, embora com características mais marcantes, são exemplos de etiologias genéticas. A investigação adicional pode incluir exames genéticos, avaliação endocrinológica e acompanhamento multidisciplinar. O diagnóstico precoce de uma causa subjacente permite intervenções mais direcionadas e pode melhorar o prognóstico. É fundamental que os profissionais de saúde não subestimem a obesidade precoce e a abordem com um alto índice de suspeição para etiologias não exógenas.
Obesidade de início precoce (especialmente antes de 1 ano), dismorfismos faciais, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, baixa estatura ou outras comorbidades atípicas são sinais de alerta para causas secundárias para obesidade.
A obesidade que se manifesta tão cedo pode indicar uma predisposição genética ou uma síndrome específica, que requer investigação para um diagnóstico e manejo adequados, diferenciando-a da obesidade exógena comum.
A obesidade exógena geralmente está associada a hábitos alimentares inadequados e sedentarismo, sem dismorfismos ou atrasos. A obesidade sindrômica, por outro lado, apresenta características clínicas específicas, como dismorfismos, atraso no desenvolvimento e outras anomalias.
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