HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2020
Em consulta ambulatorial de rotina menino de 8 anos sem queixas com exame físico normal apresenta índice de massa corporal (IMC) acima do percentil 97 para idade e sexo (segundo curvas da OMS). São exames indicados na avaliação inicial exceto:
Obesidade infantil (IMC > p97) → rastrear comorbidades metabólicas e hepáticas; TSH não é exame de rotina.
A obesidade infantil está associada a diversas comorbidades metabólicas e hepáticas. A avaliação inicial deve focar no rastreamento dessas condições (diabetes, dislipidemia, esteatose hepática). O TSH não é um exame de rotina, sendo solicitado apenas se houver suspeita clínica de hipotireoidismo.
A obesidade infantil é um problema de saúde pública crescente, com o menino de 8 anos apresentando IMC acima do percentil 97 para idade e sexo, o que o classifica como obeso. A avaliação inicial de uma criança com obesidade deve ser abrangente, focando no rastreamento de comorbidades metabólicas e hepáticas que são frequentemente associadas a essa condição. Exames como glicemia de jejum, triglicerídeos, colesterol total e alanina aminotransferase (ALT) são essenciais. A glicemia de jejum e o colesterol total/triglicerídeos visam identificar diabetes mellitus tipo 2 e dislipidemia, respectivamente. A ALT é um marcador importante para a esteatose hepática não alcoólica (EHNA), uma complicação hepática comum da obesidade. Por outro lado, o hormônio tireoestimulante (TSH) não é um exame de rotina na avaliação da obesidade infantil. Embora o hipotireoidismo possa causar ganho de peso, a obesidade primária é muito mais prevalente, e o TSH só deve ser solicitado se houver suspeita clínica de disfunção tireoidiana, como retardo de crescimento, bradicardia, constipação crônica ou fadiga excessiva. Residentes devem priorizar o rastreamento das comorbidades mais comuns e evitar exames desnecessários.
As principais comorbidades incluem diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia, hipertensão arterial, esteatose hepática não alcoólica e síndrome metabólica.
São indicados para rastrear diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia e esteatose hepática não alcoólica, respectivamente, que são comorbidades comuns da obesidade.
O TSH seria solicitado apenas se houvesse sinais ou sintomas clínicos sugestivos de hipotireoidismo, como retardo de crescimento, fadiga extrema ou constipação grave, pois a obesidade primária é a causa mais comum.
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