PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2019
Escolar de 8 anos, gênero masculino, comparece ao centro de saúde acompanhado por sua mãe que se mostra preocupada com o peso da criança. À avaliação clínica foram encontrados peso de 34 Kg e estatura de 125 cm. A criança tem uma alimentação rica em guloseimas e gorduras. Realiza atividades físicas na escola 2 vezes na semana. Em casa, gosta de ficar assistindo televisão e jogando jogos no computador por aproximadamente 3 horas por dia. Ao exame, apresenta hepatomegalia (fígado a 3cm RCD) não dolorosa e aumento do panículo adiposo, sem outros achados significativos. Diante do quadro exposto acima e utilizando o gráfico e a equação abaixo, a conduta INCORRETA para o caso é:
Escolar 8a com IMC > P95 é OBESIDADE, não sobrepeso; hepatomegalia sugere esteatose hepática.
O cálculo do IMC e sua plotagem nas curvas de crescimento específicas para idade e sexo são cruciais para diferenciar sobrepeso de obesidade em crianças. A hepatomegalia em crianças obesas é um sinal de alerta para esteatose hepática não alcoólica, uma complicação comum da obesidade.
A obesidade infantil é uma epidemia global com sérias implicações para a saúde a curto e longo prazo. É definida pelo Índice de Massa Corporal (IMC) acima do percentil 95 para idade e sexo, utilizando curvas de crescimento padronizadas. O diagnóstico precoce e a intervenção são cruciais para prevenir complicações. A fisiopatologia da obesidade envolve um desequilíbrio entre a ingestão calórica e o gasto energético, frequentemente associado a hábitos alimentares inadequados e sedentarismo. As complicações incluem síndrome metabólica, dislipidemia, hipertensão, diabetes tipo 2 e, notavelmente, a esteatose hepática não alcoólica (EHNA), que pode se manifestar com hepatomegalia. O manejo da obesidade infantil é multidisciplinar, focando em mudanças de estilo de vida, incluindo reeducação alimentar e aumento da atividade física, adaptadas à idade da criança. O acompanhamento regular é essencial para monitorar o peso, as comorbidades e promover um desenvolvimento saudável.
O diagnóstico de obesidade em crianças é feito calculando o Índice de Massa Corporal (IMC) e plotando-o em gráficos de crescimento específicos para idade e sexo. Obesidade é definida como IMC ≥ percentil 95.
As complicações incluem esteatose hepática não alcoólica, dislipidemia, hipertensão arterial, diabetes mellitus tipo 2, apneia do sono, problemas ortopédicos e psicológicos.
A hepatomegalia em crianças obesas é um sinal importante que sugere esteatose hepática não alcoólica (EHNA), uma condição que pode progredir para esteato-hepatite não alcoólica (EHNA) e cirrose.
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