SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2023
Acerca da obesidade infantil, assinale a alternativa correta.
Relação Circunferência Abdominal/Estatura (RCE) ≤ 0,5 é adequada, indicando menor risco cardiometabólico em crianças com excesso de peso.
A relação circunferência abdominal/estatura (RCE) é um indicador prático e eficaz da obesidade abdominal e do risco cardiometabólico em crianças e adolescentes. Valores menores ou iguais a 0,5 são considerados adequados, enquanto valores acima desse limite sugerem acúmulo excessivo de gordura visceral, mesmo em indivíduos com IMC dentro da faixa de sobrepeso ou obesidade.
A obesidade infantil é uma epidemia global com sérias implicações para a saúde a curto e longo prazo, aumentando o risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, esteatose hepática e problemas ortopédicos e psicossociais. Seu diagnóstico precoce e manejo adequado são cruciais. A etiologia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos (principalmente poligênicos, com múltiplos genes contribuindo para a suscetibilidade), ambientais, socioeconômicos e comportamentais. O diagnóstico da obesidade em crianças é feito pelo Índice de Massa Corporal (IMC) para idade e sexo, utilizando curvas de crescimento específicas (OMS). Para crianças de 0 a 5 anos, obesidade é definida como IMC > +3 escore Z. Para crianças e adolescentes de 5 a 19 anos, obesidade é IMC > +2 escore Z. Além do IMC, a relação circunferência abdominal/estatura (RCE) é um indicador importante de obesidade abdominal e risco cardiometabólico, sendo considerada adequada se menor ou igual a 0,5. O manejo da obesidade infantil envolve uma abordagem multidisciplinar, com foco em mudanças no estilo de vida (dieta saudável, aumento da atividade física), apoio familiar e, em alguns casos, intervenções farmacológicas ou cirúrgicas. O screening universal com exames laboratoriais (glicemia, perfil lipídico, enzimas hepáticas) é recomendado para crianças e adolescentes com excesso de peso para identificar e manejar precocemente as comorbidades associadas, como dislipidemia, resistência à insulina e esteatose hepática. A prevenção é a melhor estratégia, começando desde a gestação e primeiros anos de vida.
Em crianças de 0 a 5 anos, a obesidade é diagnosticada quando o Índice de Massa Corporal (IMC) está acima de +3 escore Z para a idade e sexo, de acordo com as curvas de crescimento da OMS. Valores entre +2 e +3 escore Z são classificados como sobrepeso.
A relação circunferência abdominal/estatura (RCE) é um indicador simples e eficaz da obesidade abdominal e do acúmulo de gordura visceral, que está diretamente associado a um maior risco cardiometabólico (dislipidemia, hipertensão, resistência à insulina). Uma RCE menor ou igual a 0,5 é considerada adequada, enquanto valores maiores indicam risco aumentado.
O screening laboratorial universal com exames como glicemia de jejum, perfil lipídico (colesterol total, HDL, LDL, triglicerídeos) e enzimas hepáticas (ALT, AST) é indicado para todas as crianças e adolescentes com excesso de peso (sobrepeso ou obesidade), especialmente se houver fatores de risco adicionais ou comorbidades associadas.
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