INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2013
Menina com 7 anos de idade foi levada para consulta em Unidade Básica de Saúde pela mãe. Apresenta queixa de ganho de peso excessivo nos últimos meses. Após a realização do exame físico, foram registrados os seguintes dados: Peso = 35 kg; Altura = 1,25 m; Pressão Arterial (membro superior direito) = 118x80 mmHg: Após a análise das curvas de crescimento (peso, altura e índice de massa corporal – IMC) e da tabela de pressão arterial, é correto afirmar que os diagnósticos e a conduta inicial recomendada nessa situação são, respectivamente:
IMC > p95 = Obesidade; PA > p95 = Hipertensão → Mudança de estilo de vida + rastreio.
O diagnóstico de obesidade e hipertensão na infância é baseado em percentis para idade e sexo; a conduta inicial foca em intervenções comportamentais e busca por comorbidades.
A obesidade infantil é um problema de saúde pública crescente, fortemente associado ao desenvolvimento precoce de doenças cardiovasculares. O cálculo do IMC (Peso/Altura²) neste caso (35/1,25² = 22,4) para uma menina de 7 anos situa-se bem acima do percentil 97, confirmando obesidade. A pressão arterial de 118x80 mmHg para essa estatura e idade também ultrapassa o percentil 95. O manejo deve ser empático e focado na família, visando mudanças sustentáveis de hábitos de vida antes de considerar intervenções farmacológicas.
Em crianças e adolescentes, o diagnóstico de obesidade é feito através do Índice de Massa Corporal (IMC) plotado em curvas de crescimento (OMS ou CDC). Um IMC igual ou superior ao percentil 95 para a idade e sexo define obesidade. Entre o percentil 85 e 95, a criança é classificada com sobrepeso.
A hipertensão em crianças é definida como pressão arterial sistólica e/ou diastólica igual ou superior ao percentil 95 para idade, sexo e estatura, medida em pelo menos três ocasiões diferentes. Valores entre o percentil 90 e 95 são considerados pressão arterial elevada (antigamente chamada de limítrofe).
A conduta inicial é não farmacológica, focando na implementação de um plano alimentar balanceado e no incentivo à atividade física regular. Além disso, é obrigatório o rastreio de comorbidades associadas, como dislipidemias, intolerância à glicose e esteatose hepática, além de acompanhamento frequente com equipe multidisciplinar.
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