SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2020
A respeito da obesidade na infância e na adolescência, é correto afirmar que:
Obesidade infantil: triglicerídeos elevados isoladamente não indicam farmacoterapia, exceto se muito acentuados.
A obesidade na infância e adolescência é uma condição complexa com múltiplas comorbidades. A elevação isolada de triglicerídeos, a menos que seja muito acentuada, geralmente não justifica intervenções farmacológicas em crianças, priorizando-se as mudanças de estilo de vida.
A obesidade na infância e adolescência é uma doença crônica multifatorial com prevalência crescente e sérias implicações para a saúde a curto e longo prazo. Ela está associada a uma série de comorbidades, incluindo hipertensão arterial, dislipidemia, diabetes mellitus tipo 2, esteatose hepática não alcoólica, apneia do sono e problemas ortopédicos. A avaliação de crianças e adolescentes com obesidade deve ser abrangente, incluindo histórico familiar, exame físico completo, avaliação do estado nutricional (IMC, circunferência abdominal) e exames laboratoriais para rastreamento de comorbidades. A pressão arterial sistólica e diastólica podem aumentar significativamente com o incremento do índice de massa corporal, e a medida da circunferência abdominal é um importante preditor de risco metabólico. O tratamento da obesidade pediátrica é complexo e envolve principalmente mudanças no estilo de vida, como dieta saudável e aumento da atividade física, com envolvimento familiar. Intervenções farmacológicas são geralmente reservadas para casos de obesidade grave com comorbidades significativas e falha das abordagens não farmacológicas. Especificamente para dislipidemias, como a elevação de triglicerídeos, a menos que seja muito acentuada (níveis > 500 mg/dL), a primeira linha de tratamento são as modificações de estilo de vida, e a farmacoterapia é considerada apenas em situações específicas e sob rigorosa avaliação médica. A protrusão abdominal pode levar a alterações biomecânicas, favorecendo deformidades como joelhos valgos e pés planos, e não varos.
A obesidade infantil está associada ao aumento significativo da pressão arterial (sistólica e diastólica), dislipidemia (elevação de triglicerídeos e LDL, redução de HDL) e resistência à insulina, aumentando o risco cardiovascular futuro.
A medida da circunferência abdominal é um importante indicador de obesidade central e risco metabólico em crianças e adolescentes, correlacionando-se com o acúmulo de gordura visceral e comorbidades como a síndrome metabólica.
Intervenções farmacológicas para triglicerídeos elevados em crianças são geralmente reservadas para casos de elevação muito acentuada (ex: > 500 mg/dL) ou quando há falha nas mudanças de estilo de vida, não sendo a primeira linha para elevações isoladas e moderadas.
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