INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Menino de 6 anos é levado para consulta por seus pais, por estarem preocupados com seu ganho de peso. Notaram escurecimento da pele da criança em região de pescoço e axilas, pensando que isso pode ser algum problema grave. O menino apresenta índice de massa corporal (IMC) entre +2 e +3 no escore Z e uma relação circunferência abdominal / estatura de 0,9. Ao exame físico, apresenta manchas escurecidas e aveludadas em região de pescoço e axilas. Nesse caso, as alterações clínicas e a conduta adequada, respectivamente, são
Criança com IMC Z-score > +2 e acantose nigricans → obesidade e resistência à insulina; conduta inicial: dieta e exercícios.
A acantose nigricans em crianças é um forte indicativo de resistência à insulina, frequentemente associada à obesidade. O manejo inicial foca em mudanças no estilo de vida, como reeducação alimentar e aumento da atividade física, para prevenir complicações metabólicas futuras.
A obesidade infantil é uma epidemia global, definida pelo excesso de gordura corporal que pode comprometer a saúde. Em crianças, o diagnóstico é feito utilizando o IMC ajustado para idade e sexo (Z-score), sendo obesidade quando o Z-score é > +2. A acantose nigricans é uma manifestação cutânea comum associada à resistência à insulina, um precursor do diabetes tipo 2 e da síndrome metabólica. A prevalência crescente da obesidade em crianças torna essencial o reconhecimento precoce e a intervenção. A fisiopatologia da obesidade envolve um desequilíbrio entre a ingestão e o gasto energético, levando ao acúmulo de tecido adiposo. A resistência à insulina, frequentemente observada em obesos, ocorre quando as células não respondem adequadamente à insulina, resultando em hiperinsulinemia compensatória. A acantose nigricans é uma consequência dessa hiperinsulinemia, que estimula o crescimento de queratinócitos e fibroblastos na pele. O diagnóstico é clínico, baseado no IMC e na presença de acantose. Deve-se suspeitar em crianças com ganho de peso rápido e alterações cutâneas. O tratamento da obesidade infantil é multifacetado e foca principalmente em intervenções no estilo de vida. Isso inclui educação alimentar para toda a família, com ênfase em alimentos naturais e redução de ultraprocessados, e o incentivo à prática regular de atividade física. O prognóstico depende da adesão às mudanças e do suporte familiar. É crucial monitorar complicações como dislipidemia, hipertensão e diabetes. Pontos de atenção incluem a abordagem sensível com a criança e a família, evitando estigmatização.
Em crianças, o diagnóstico de obesidade é feito quando o Índice de Massa Corporal (IMC) está acima do percentil 97 ou acima de +2 desvios padrão (Z-score) para idade e sexo, conforme as curvas de crescimento.
A acantose nigricans, caracterizada por manchas escuras e aveludadas na pele, especialmente em pescoço e axilas, é um sinal clínico importante de resistência à insulina, frequentemente associada à obesidade.
A conduta inicial é a modificação do estilo de vida, incluindo orientação nutricional para uma alimentação saudável e incentivo à prática regular de atividades físicas, visando a perda de peso e a melhora da sensibilidade à insulina.
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