Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2015
Paciente de cinco anos de idade, sexo feminino, peso de 44 kg, com dificuldade parcial de locomoção (não acompanha os coleguinhas nas atividades físicas), vítima de bullying no colégio devido ao elevado peso, com acantose nigricans e apneia do sono. Exames: glicemia de 115 mg/dl em jejum; triglicerídeos de 151 mg/dl; colesterol total de 300 mg/dl; HDL de 32 mg/dl; LDL de 120 mg/dl e PAS de 120 x 81 mmHg. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria e a diretriz de aterosclerose na infância e na adolescência, qual a melhor opção terapêutica?
Obesidade infantil com comorbidades → abordagem interdisciplinar e mudanças de estilo de vida como primeira linha.
Pacientes pediátricos com obesidade e comorbidades metabólicas (dislipidemia, HAS, glicemia alterada, acantose nigricans) devem iniciar tratamento com equipe interdisciplinar focada em mudanças de estilo de vida. A intervenção farmacológica ou cirúrgica é reservada para casos mais graves e refratários, após falha da abordagem conservadora.
A obesidade infantil é uma epidemia global com sérias implicações para a saúde a longo prazo, incluindo o desenvolvimento precoce de síndrome metabólica, doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2. Sua prevalência crescente exige uma abordagem clínica robusta e preventiva, sendo um tema recorrente em provas de residência médica. O diagnóstico da síndrome metabólica em crianças envolve a presença de obesidade abdominal, dislipidemia (triglicerídeos elevados, HDL baixo), hipertensão arterial e glicemia de jejum alterada. A acantose nigricans e a apneia do sono são sinais clínicos importantes que indicam resistência à insulina e complicações da obesidade, respectivamente, e devem alertar o médico para a necessidade de intervenção. O tratamento inicial e mais eficaz para a obesidade infantil e suas comorbidades é a mudança de estilo de vida, com foco em dieta saudável, aumento da atividade física e apoio psicológico para a criança e sua família. Uma equipe interdisciplinar, incluindo nutricionista, educador físico e psicólogo, é fundamental para o sucesso. A intervenção farmacológica ou cirúrgica é reservada para casos selecionados e graves, após falha das medidas conservadoras.
A síndrome metabólica em crianças não tem critérios tão rígidos quanto em adultos, mas inclui obesidade abdominal, dislipidemia, hipertensão e glicemia alterada, com a presença de acantose nigricans sendo um forte indicativo de resistência à insulina.
A primeira linha é sempre a intervenção no estilo de vida, com acompanhamento nutricional, aumento da atividade física e apoio psicológico, envolvendo a família e uma equipe interdisciplinar.
Essas opções são consideradas em casos de obesidade grave e comorbidades significativas que não respondem à terapia conservadora intensiva, e após avaliação rigorosa por uma equipe especializada.
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