ENARE/ENAMED — Prova 2025
Uma criança de 8 anos, com índice de massa corporal (IMC) acima do percentil 95 para idade e sexo, é levada à consulta pela mãe, que está preocupada com o ganho ponderal excessivo do filho. As orientações médicas devem ser para:
IMC > p95 em crianças = Obesidade → ↑ Risco de Doença Hepática Gordurosa (MASLD).
A obesidade infantil (IMC > p95) está associada a múltiplas comorbidades metabólicas. A triagem para doença hepática gordurosa é essencial, pois a esteatose pode progredir precocemente para fibrose.
A obesidade infantil atingiu níveis epidêmicos e traz consequências graves a curto e longo prazo. Além do impacto psicossocial, crianças com IMC > p95 apresentam alto risco para síndrome metabólica, incluindo hipertensão, dislipidemia e intolerância à glicose. A orientação médica deve focar na modificação comportamental da família, incentivando o consumo de alimentos in natura e a redução de ultraprocessados e açúcares simples. O rastreio de MASLD através de enzimas hepáticas (ALT) e, se necessário, ultrassonografia, faz parte do protocolo de manejo para prevenir a progressão da lesão hepática silenciosa.
O diagnóstico é baseado no Índice de Massa Corporal (IMC) plotado em curvas de crescimento da OMS por idade e sexo. Crianças com IMC entre o percentil 85 e 95 são classificadas com sobrepeso. Aquelas com IMC igual ou superior ao percentil 95 são diagnosticadas com obesidade. Essa classificação é crucial para iniciar a investigação de comorbidades metabólicas precocemente.
Atualmente denominada MASLD (Doença Hepática Gordurosa Associada à Disfunção Metabólica), é a causa mais comum de doença hepática crônica em crianças em países desenvolvidos. Caracteriza-se pelo acúmulo de gordura nos hepatócitos devido à resistência insulínica e inflamação sistêmica. Se não tratada com perda de peso e dieta, pode evoluir para esteato-hepatite, cirrose e necessidade de transplante ainda na vida adulta jovem.
Diferente do que alguns temem, a atividade física não deve ser diminuída, mas sim incentivada e adaptada. Ela é pilar fundamental do tratamento, auxiliando na melhora da sensibilidade à insulina, redução da gordura visceral e controle da pressão arterial. O risco de lesões é minimizado com atividades de baixo impacto e supervisão adequada, superando em muito os riscos do sedentarismo.
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