SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2015
Homem, 30 anos de idade, retorna à UBS de seu bairro preocupado com os resultados dos exames solicitados. Na consulta anterior foi constatado: peso de 90 kg; altura de 1,70 m; circunferência abdominal: 104 cm. PA: 140 x 95 mmHg. Os exames mostraram: colesterol total: 240 mg%; HDL: 35 mg%; LDL: 180 mg%; triglicérides: 230 mg%. Diante do quadro apresentado, classifique a alteração de peso desse paciente:
IMC entre 30 e 34,9 kg/m² = Obesidade Grau I (Leve).
O Índice de Massa Corporal (IMC) é a ferramenta padrão para triagem de excesso de peso. Valores acima de 30 kg/m² indicam obesidade, correlacionando-se diretamente com o aumento do risco cardiovascular e metabólico.
A obesidade é uma doença crônica complexa definida pelo acúmulo excessivo de gordura corporal que acarreta prejuízos à saúde. No caso clínico, o cálculo do IMC (90 / 1,70²) resulta em aproximadamente 31,14 kg/m², o que enquadra o paciente em Obesidade Grau I. Este estágio já está associado a um aumento significativo na incidência de diabetes tipo 2, hipertensão e doenças isquêmicas do coração. Além do IMC, a avaliação da composição corporal e da distribuição de gordura é crucial. A gordura ectópica e visceral (medida pela circunferência abdominal) é metabolicamente mais ativa e pró-inflamatória, contribuindo para a resistência insulínica. O tratamento deve ser multidisciplinar, focando em mudanças de estilo de vida, dieta hipocalórica e atividade física, visando não apenas a perda de peso, mas a redução do risco global.
O IMC é calculado dividindo o peso (kg) pela altura ao quadrado (m²). A classificação para adultos é: Baixo peso (<18,5), Eutrofia (18,5-24,9), Sobrepeso (25-29,9), Obesidade Grau I (30-34,9), Obesidade Grau II (35-39,9) e Obesidade Grau III (≥40).
A circunferência abdominal de 104 cm em homens indica obesidade visceral. Segundo a maioria das diretrizes (como a NCEP-ATP III ou IDF), valores acima de 94-102 cm em homens são critérios para Síndrome Metabólica e indicam risco cardiovascular aumentado, independente do IMC.
O paciente apresenta hipertensão arterial (140x95 mmHg) e dislipidemia mista (hipercolesterolemia, LDL elevado e hipertrigliceridemia com HDL baixo). Esse conjunto de achados, somado à obesidade central e ao IMC, configura um alto risco para eventos cardiovasculares maiores.
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