UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2015
Com relação à Obesidade, assinale a afirmativa INCORRETA:
Obesidade e menopausa → forte associação com ganho de peso e risco cardiovascular, contrariando a alternativa incorreta.
A obesidade é uma doença multifatorial com diversas implicações para a saúde. A perda de peso, mesmo que modesta (7% do peso corporal), já é capaz de melhorar a resistência à insulina. É crucial reconhecer a associação entre obesidade, fatores reprodutivos e risco de cânceres, além da importância de ajustar escores de risco cardiovascular em pacientes com obesidade central.
A obesidade é uma doença crônica multifatorial, definida pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, com prevalência crescente globalmente. É um dos maiores desafios de saúde pública, impactando significativamente a morbidade e mortalidade. Compreender seus mecanismos e consequências é crucial para a prática médica, desde a atenção primária até especialidades como endocrinologia e cardiologia. A fisiopatologia da obesidade envolve desregulação energética, inflamação crônica de baixo grau, resistência à insulina e alterações hormonais. O diagnóstico é feito principalmente pelo Índice de Massa Corporal (IMC), mas a avaliação da composição corporal e da distribuição de gordura (obesidade central) é igualmente importante para estratificação de risco. A suspeita deve ser levantada em qualquer paciente com IMC elevado ou com comorbidades metabólicas. O tratamento da obesidade é complexo e individualizado, envolvendo mudanças no estilo de vida (dieta e exercício), farmacoterapia e, em casos selecionados, cirurgia bariátrica. O prognóstico está diretamente ligado à capacidade de manter a perda de peso e controlar as comorbidades. É fundamental abordar não apenas o peso, mas também as complicações associadas, como diabetes, hipertensão, dislipidemia e o risco aumentado de certos tipos de câncer.
A perda de peso, mesmo que moderada (cerca de 7% do peso corporal), é fundamental para melhorar a sensibilidade à insulina. Essa redução já é capaz de diminuir a resistência à insulina, impactando positivamente o controle glicêmico e prevenindo complicações metabólicas.
A obesidade central é um fator de risco independente para doenças cardiovasculares. Em pacientes com IMC a partir de 30 kg/m², especialmente com obesidade central, o escore de risco cardiovascular de Framingham deve ser multiplicado por 1,3 para uma avaliação mais precisa do risco.
O excesso de peso aumenta significativamente o risco de diversos tipos de câncer, incluindo esôfago, pâncreas, colorretal, mama (pós-menopausa), vesícula biliar, endométrio e rins. A fisiopatologia envolve inflamação crônica, alterações hormonais e fatores de crescimento.
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