IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Uma das características clínicas para diferenciarmos uma obesidade exógena da obesidade por hipercortisolismo é:
Obesidade exógena → crescimento normal/↑; Obesidade por hipercortisolismo → crescimento ↓.
A velocidade de crescimento é um marcador crucial. Na obesidade exógena (comum), o crescimento é normal ou até acelerado. No hipercortisolismo (Síndrome de Cushing), o excesso de cortisol inibe o crescimento, resultando em baixa velocidade de crescimento.
A obesidade infantil é um problema de saúde pública crescente, e a maioria dos casos é de origem exógena ou nutricional. No entanto, é fundamental que o médico saiba diferenciar a obesidade comum de causas endócrinas raras, como o hipercortisolismo (Síndrome de Cushing), que requerem abordagens diagnósticas e terapêuticas específicas. Uma das características clínicas mais importantes para essa diferenciação é a velocidade de crescimento. Na obesidade exógena, que é a forma mais prevalente, a criança geralmente apresenta uma velocidade de crescimento normal ou até mesmo discretamente acelerada para a idade, e a estatura final tende a ser normal ou acima da média. Isso ocorre porque o excesso de calorias e nutrientes não compromete o eixo de crescimento e, em alguns casos, pode até estimular um crescimento linear mais rápido. Por outro lado, na obesidade causada por hipercortisolismo, o excesso crônico de cortisol tem um efeito catabólico e inibitório sobre o crescimento. O cortisol em excesso suprime a secreção do hormônio do crescimento (GH) e a produção de fatores de crescimento semelhantes à insulina (IGF-1), resultando em uma velocidade de crescimento significativamente baixa e, consequentemente, baixa estatura para a idade. Portanto, uma criança obesa com baixa velocidade de crescimento deve levantar forte suspeita de uma causa endócrina subjacente, como a Síndrome de Cushing, e ser investigada adequadamente.
Na obesidade exógena, o excesso de nutrientes pode até acelerar o crescimento. No hipercortisolismo, o excesso de cortisol inibe a secreção de GH e a ação de IGF-1, resultando em desaceleração do crescimento e baixa estatura.
Além da baixa velocidade de crescimento, sinais como face em lua cheia, giba de búfalo, estrias violáceas, hipertensão arterial, fraqueza muscular proximal e puberdade atrasada podem indicar hipercortisolismo.
A investigação inicial inclui dosagem de cortisol livre urinário de 24 horas, cortisol salivar noturno ou teste de supressão com dexametasona em baixa dose, além da avaliação da velocidade de crescimento.
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