UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024
A obesidade severa prolongada não está associada às neoplasias desenvolvidas no(a):
Obesidade severa prolongada ↑ risco de neoplasias como rim, mama, pâncreas, mas NÃO pulmão.
A obesidade é um fator de risco bem estabelecido para diversas neoplasias, devido a mecanismos como inflamação crônica, resistência à insulina e alterações hormonais. No entanto, o câncer de pulmão não tem uma associação direta e consistente com a obesidade, diferentemente de outros órgãos.
A obesidade é uma doença crônica multifatorial que atinge proporções epidêmicas globalmente, sendo reconhecida como um importante fator de risco para diversas comorbidades, incluindo doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e, notavelmente, várias neoplasias. A compreensão dessa relação é fundamental para a saúde pública e a prática clínica, especialmente na prevenção e rastreamento. Os mecanismos fisiopatológicos que ligam a obesidade ao câncer são complexos e incluem desregulação hormonal (aumento de estrogênios, androgênios, leptina), resistência à insulina e hiperinsulinemia, inflamação crônica (com produção de citocinas pró-inflamatórias), e alterações no metabolismo lipídico. Essas vias podem promover a proliferação celular, inibir a apoptose e favorecer a angiogênese, contribuindo para o desenvolvimento e progressão tumoral. É crucial para o residente de medicina conhecer as associações específicas. Enquanto cânceres de endométrio, mama (pós-menopausa), cólon e reto, rim, fígado, vesícula biliar, pâncreas e esôfago (adenocarcinoma) têm uma associação bem estabelecida com a obesidade, o câncer de pulmão não demonstra essa mesma correlação direta e consistente. O principal fator de risco para câncer de pulmão permanece sendo o tabagismo.
A obesidade promove um estado de inflamação crônica, resistência à insulina, aumento dos níveis de estrogênio (em mulheres) e fatores de crescimento, que podem estimular a proliferação celular e a carcinogênese.
Cânceres como os de endométrio, mama (pós-menopausa), cólon e reto, rim, fígado, vesícula biliar, pâncreas, esôfago (adenocarcinoma) e ovário têm forte associação com a obesidade.
Embora a obesidade possa ter efeitos indiretos na saúde pulmonar, a associação direta e independente com o câncer de pulmão não é consistentemente demonstrada, sendo o tabagismo o principal fator de risco.
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