Intertrigo em Diabéticos Obesos: Diagnóstico e Tratamento

HOA - Hospital Oftalmológico do Acre - Rio Branco — Prova 2020

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 63 anos, obesa e com baixa adesão ao tratamento de diabetes tipo 2, apresenta queixa de prurido em axilas, região perineal e região inframamária. Ao exame, observa-se rash avermelhado com discreta secreção esbranquiçada nas áreas relatadas. Assinale a alternativa CORRETA, que apresenta, respectivamente, o diagnóstico mais provável e o tratamento mais apropriado para a condição.

Alternativas

  1. A) Tinea corporis - Antifúngico via oral.
  2. B) Acantose nigricans - Melhor controle glicêmico.
  3. C) Intertrigo - Antifúngico tópico.
  4. D) Demopatia diabética - Tratamento não necessário.
  5. E) Bullosis diabeticorum - Melhor controle glicêmico.

Pérola Clínica

Obesa, diabética com rash avermelhado e secreção esbranquiçada em dobras → Intertrigo (Candida) = Antifúngico tópico.

Resumo-Chave

O intertrigo é uma dermatose inflamatória comum em áreas de dobras cutâneas, agravada por calor, umidade e fricção. Em pacientes obesos e diabéticos, a infecção secundária por Candida é muito frequente, manifestando-se com eritema, prurido e, por vezes, secreção esbranquiçada, necessitando de tratamento antifúngico tópico.

Contexto Educacional

O intertrigo é uma condição dermatológica inflamatória que afeta as dobras cutâneas, como axilas, região inframamária, inguinal e perineal. É causado pela combinação de calor, umidade e fricção, que levam à maceração da pele e ruptura da barreira cutânea. Em pacientes com fatores de risco como obesidade e diabetes mellitus tipo 2, a condição é frequentemente complicada por infecções secundárias, sendo a candidíase cutânea (causada por Candida albicans) a mais comum. Clinicamente, o intertrigo se manifesta como um rash avermelhado, pruriginoso, com bordas bem definidas e, muitas vezes, com maceração e fissuras. Na presença de infecção por Candida, pode-se observar pápulas e pústulas satélites, além de uma secreção esbranquiçada e odor característico. O diabetes descompensado cria um ambiente propício para o crescimento de fungos devido à glicosúria e à imunidade comprometida, tornando esses pacientes particularmente suscetíveis. O tratamento do intertrigo envolve medidas gerais para reduzir a umidade e a fricção (manter a área limpa e seca, usar roupas leves e absorventes) e o uso de agentes tópicos. Para o intertrigo fúngico, como o caso descrito, antifúngicos tópicos (ex: nistatina, miconazol, clotrimazol) são a primeira linha de tratamento. O controle rigoroso do diabetes é essencial para prevenir recorrências e melhorar a resposta terapêutica. Em casos refratários ou extensos, antifúngicos orais podem ser considerados.

Perguntas Frequentes

Quais são os fatores de risco para desenvolver intertrigo?

Os principais fatores de risco incluem obesidade, diabetes mellitus, ambientes quentes e úmidos, sudorese excessiva, higiene inadequada e uso de roupas apertadas que aumentam a fricção nas dobras cutâneas.

Qual o tratamento mais apropriado para intertrigo com infecção fúngica?

O tratamento envolve medidas de higiene (manter a área seca e limpa), uso de antifúngicos tópicos (como nistatina, miconazol ou clotrimazol) e, em casos mais graves, antifúngicos orais. O controle da doença de base, como o diabetes, é fundamental.

Como diferenciar intertrigo de outras lesões em dobras cutâneas?

O intertrigo clássico apresenta eritema, maceração e fissuras nas dobras. Quando há infecção por Candida, pode-se observar lesões satélites e secreção esbranquiçada. Outras condições como tinea, psoríase invertida ou eritrasma têm características clínicas distintas.

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