UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2021
Homem de 70 anos, 65 kg, com risco nutricional, foi submetido a cirurgia para ressecção de tumor gástrico. Apresenta-se em íleo metabólico há 4 dias, que gerou a indicação de nutrição parenteral. A função renal é normal. A MELHOR prescrição, em relação à energia e proteína para a primeira semana de terapia nutricional, é:
NP inicial pós-cirurgia (risco nutricional): 20-25 kcal/kg/dia e 1.5-2.0 g proteína/kg/dia para evitar síndrome de realimentação.
Para um paciente idoso, com risco nutricional, submetido a cirurgia gástrica e em íleo metabólico, a nutrição parenteral deve ser iniciada de forma cautelosa. As necessidades calóricas iniciais giram em torno de 20-25 kcal/kg/dia e as proteicas de 1.5-2.0 g/kg/dia. A opção B (1450 kcal e 105 g de proteínas para 65 kg) se encaixa perfeitamente nesses parâmetros, visando um aporte adequado sem sobrecarga e minimizando o risco de síndrome de realimentação.
A nutrição parenteral (NP) é uma modalidade de suporte nutricional vital para pacientes que não podem receber alimentação por via enteral. No contexto pós-cirúrgico, especialmente após cirurgias de grande porte como a ressecção de tumor gástrico em um paciente idoso com risco nutricional e íleo metabólico, a NP torna-se crucial. A prescrição adequada de energia e proteína é fundamental para promover a recuperação, cicatrização e prevenir complicações. As necessidades nutricionais devem ser calculadas individualmente. Para um paciente de 65 kg, as necessidades calóricas iniciais são conservadoras, visando evitar a síndrome de realimentação, uma complicação grave em pacientes desnutridos. Um aporte de 20-25 kcal/kg/dia (1300-1625 kcal/dia) é apropriado. As necessidades proteicas são elevadas devido ao estresse cirúrgico e catabolismo, variando de 1.5-2.0 g/kg/dia (97.5-130 g/dia). A opção B (1450 kcal e 105 g de proteínas) se alinha perfeitamente a essas recomendações. É essencial que o residente compreenda os princípios do cálculo nutricional e a importância da progressão gradual da NP. A monitorização de eletrólitos (especialmente fósforo, potássio e magnésio) é crítica para prevenir e manejar a síndrome de realimentação. A função renal normal do paciente é um dado importante, pois em caso de disfunção, o aporte de proteínas e eletrólitos precisaria ser ajustado. O objetivo é fornecer suporte nutricional adequado, minimizando riscos e otimizando a recuperação do paciente.
Para pacientes em nutrição parenteral pós-cirúrgica, especialmente aqueles com risco nutricional, as necessidades calóricas iniciais geralmente variam de 20 a 25 kcal/kg/dia. As necessidades proteicas são mais elevadas, em torno de 1.5 a 2.0 g/kg/dia, para promover a cicatrização e prevenir o catabolismo muscular.
A síndrome de realimentação é uma complicação potencialmente fatal que ocorre quando pacientes desnutridos são realimentados rapidamente, resultando em desequilíbrios eletrolíticos (hipofosfatemia, hipocalemia, hipomagnesemia) e sobrecarga de fluidos. A prevenção envolve o início gradual da nutrição, monitoramento rigoroso dos eletrólitos e reposição adequada de vitaminas e minerais.
A nutrição parenteral é indicada quando o trato gastrointestinal não pode ser utilizado de forma segura ou eficaz para fornecer suporte nutricional adequado por um período prolongado (geralmente > 7 dias), como em casos de íleo prolongado, fístulas de alto débito, obstrução intestinal ou má absorção grave, especialmente em pacientes com risco nutricional.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo