Nutrição Parenteral Periférica: Indicações e Limites

CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2024

Enunciado

É inquestionável a importância da identificação precoce da desnutrição, planejamento e prescrição do suporte nutricional em pacientes cirúrgicos, independente da fase em que se encontrem (pré ou pós-operatório). Portanto em relação ao tema, avalie as alternativas a seguir e marque a opção com a afirmativa correta:

Alternativas

  1. A) As vias de administração do suporte nutricional se restringem à enteral e parenteral, através do uso de sondas específicas e cateteres centrais respectivamente.
  2. B) A avaliação subjetiva global (ASG) é o método mais adequado e preciso para calcular e planejar a terapêutica de suporte nutricional.
  3. C) O suporte nutricional enteral via sondas deve ser evitado em pacientes críticos, tendo prioridade, nesses casos, a reposição por via parenteral.
  4. D) O acesso venoso periférico pode ser utilizado para infusão nutricional, levando em consideração algumas restrições, como período mais curto não superior a 14 dias e menor osmolaridade, como exemplos.

Pérola Clínica

Nutrição parenteral periférica: uso limitado (<14 dias), baixa osmolaridade, para suporte nutricional parcial.

Resumo-Chave

A nutrição parenteral periférica é uma opção para suporte nutricional de curta duração (até 14 dias) e para pacientes que necessitam de um aporte calórico e proteico parcial, devido à limitação da osmolaridade das soluções que podem ser infundidas em veias periféricas.

Contexto Educacional

O suporte nutricional é um pilar fundamental no manejo de pacientes cirúrgicos, tanto no pré quanto no pós-operatório, visando prevenir e tratar a desnutrição, que impacta negativamente a recuperação, aumenta complicações e prolonga a internação. A escolha da via de administração depende da condição clínica do paciente e da funcionalidade do trato gastrointestinal. A via enteral é sempre preferencial quando o trato gastrointestinal está funcionante, pois é mais fisiológica, mais segura e mais barata. A nutrição parenteral é reservada para pacientes com contraindicações à via enteral ou que não conseguem atingir suas necessidades por esta via. A nutrição parenteral pode ser administrada por acesso venoso central (NPT total) ou periférico (NPP). A nutrição parenteral periférica (NPP) é uma opção para suporte nutricional de curta duração (geralmente não excedendo 10-14 dias) e para pacientes com necessidades nutricionais parciais. Suas principais restrições são a osmolaridade das soluções, que deve ser limitada para evitar flebite e tromboflebite, e a incapacidade de fornecer um aporte calórico e proteico total para pacientes com altas demandas metabólicas. Portanto, é crucial entender suas indicações e limitações para um planejamento nutricional eficaz e seguro.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais vias de administração do suporte nutricional?

As principais vias são a enteral (preferencial, via oral ou por sondas) e a parenteral (via cateteres venosos centrais ou periféricos), dependendo da funcionalidade do trato gastrointestinal e das necessidades do paciente.

Quando a nutrição parenteral periférica é indicada?

É indicada para suporte nutricional de curta duração (geralmente até 10-14 dias), quando o paciente necessita de um aporte calórico e proteico parcial, e quando o acesso central não é viável ou necessário.

Quais são as restrições da nutrição parenteral periférica?

Devido ao risco de flebite, as soluções para nutrição parenteral periférica devem ter osmolaridade limitada (geralmente < 900 mOsm/L) e não podem fornecer todas as necessidades nutricionais de pacientes gravemente desnutridos ou hipermetabólicos.

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