HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2025
A indicação MAIS comum para nutrição parenteral de longo prazo é:
Síndrome do intestino curto = indicação MAIS comum de nutrição parenteral de longo prazo.
A síndrome do intestino curto é a indicação mais comum para nutrição parenteral de longo prazo, pois a ressecção extensa do intestino delgado compromete severamente a capacidade de absorção de nutrientes, levando à falência intestinal e desnutrição grave.
A nutrição parenteral (NP) é uma forma de suporte nutricional que fornece nutrientes diretamente na corrente sanguínea, contornando o trato gastrointestinal. Embora seja uma terapia vital para pacientes que não conseguem absorver nutrientes adequadamente pela via enteral, a NP de longo prazo é reservada para condições específicas devido aos seus riscos e complexidade. A falência intestinal, definida como a redução da função intestinal abaixo do mínimo necessário para a absorção de macronutrientes e/ou água e eletrólitos, é a principal indicação para a NP de longo prazo. Dentre as causas de falência intestinal, a síndrome do intestino curto (SIC) é, de longe, a indicação mais comum para a nutrição parenteral domiciliar de longo prazo. A SIC ocorre após a ressecção cirúrgica extensa do intestino delgado, seja por doença de Crohn, isquemia mesentérica, volvo, trauma ou outras condições. A extensão da ressecção e a presença ou ausência do cólon e da válvula ileocecal determinam a gravidade da má absorção e a necessidade de NP. Outras condições que podem levar à necessidade de NP de longo prazo incluem pseudo-obstrução intestinal crônica (uma disfunção da motilidade intestinal grave), fístulas entéricas de alto débito que impedem a absorção, e casos refratários de doença inflamatória intestinal ou enterite actínica. No entanto, a prevalência e a cronicidade da necessidade de NP nessas condições são menores em comparação com a síndrome do intestino curto, que frequentemente exige suporte nutricional por toda a vida. O manejo da NP de longo prazo requer uma equipe multidisciplinar e monitoramento rigoroso para prevenir complicações.
A síndrome do intestino curto é uma condição resultante da ressecção cirúrgica extensa do intestino delgado, levando a uma área de superfície de absorção insuficiente para manter o estado nutricional adequado apenas com a dieta oral.
As complicações incluem infecções relacionadas ao cateter, trombose venosa, doença hepática associada à nutrição parenteral, distúrbios metabólicos e deficiências de micronutrientes.
Outras indicações incluem fístulas entéricas de alto débito, pseudo-obstrução intestinal crônica, doença inflamatória intestinal refratária, isquemia mesentérica crônica e enterite actínica grave, quando a via enteral é inviável ou insuficiente.
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