Suporte Nutricional em Cirurgias Abdominais de Grande Porte

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025

Enunciado

Um paciente submetido a uma grande cirurgia abdominal tem alto risco de desnutrição. Qual é a via mais apropriada de suporte nutricional no período pós-operatório imediato?

Alternativas

  1. A) Suplementos nutricionais orais.
  2. B) Nutrição enteral por sonda nasogástrica.
  3. C) Nutrição parenteral por cateter venoso central.
  4. D) Apenas fluidos intravenosos.

Pérola Clínica

Grande cirurgia abdominal + alto risco nutricional + íleo prolongado → Nutrição Parenteral (CVC).

Resumo-Chave

Embora a via enteral seja preferencial, a nutrição parenteral é indicada no pós-operatório imediato de grandes cirurgias abdominais quando o trato gastrointestinal não é funcional ou o risco de desnutrição é crítico.

Contexto Educacional

O suporte nutricional no paciente cirúrgico visa atenuar a resposta metabólica ao trauma e preservar a massa magra. Em cirurgias abdominais de grande porte, o estresse cirúrgico induz um estado hipermetabólico e catabólico intenso. Pacientes previamente desnutridos ou com alto risco nutricional (como em neoplasias avançadas) apresentam piores desfechos se o suporte não for iniciado precocemente.\n\nA escolha da via parenteral, embora menos fisiológica que a enteral, justifica-se em cenários de impossibilidade técnica de uso do TGI, como em obstruções intestinais, peritonites graves ou anastomoses de alto risco. A administração deve ser feita preferencialmente por acesso venoso central para permitir o uso de soluções hiperosmolares que cubram integralmente as necessidades energéticas e proteicas.

Perguntas Frequentes

Quando preferir a nutrição parenteral à enteral no pós-operatório?

A nutrição parenteral (NP) é indicada quando o trato gastrointestinal (TGI) não está funcional, está inacessível ou quando a nutrição enteral (NE) é insuficiente para atingir as metas calóricas em pacientes de alto risco. Em grandes cirurgias abdominais com expectativa de íleo paralítico prolongado (> 7 dias) ou fístulas de alto débito, a NP torna-se a via de escolha inicial.

Quais os riscos associados à nutrição parenteral prolongada?

As principais complicações incluem infecções relacionadas ao cateter venoso central (sepse), distúrbios metabólicos (hiperglicemia, desequilíbrios eletrolíticos), esteatose hepática e atrofia da mucosa intestinal por falta de estímulo luminal. O monitoramento rigoroso de glicemia e eletrólitos é obrigatório.

Como deve ser feita a transição da NP para a dieta oral/enteral?

A transição deve ser gradual assim que houver sinais de retorno da função intestinal (ruídos hidroaéreos, eliminação de gases). A NP deve ser reduzida à medida que a tolerância à via enteral aumenta, sendo suspensa apenas quando o paciente atingir pelo menos 60% das necessidades nutricionais por via digestiva.

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