Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2015
A Nutrição Parenteral (NP) é indicada nos seguintes casos clínicos, EXCETO:
NP é contraindicada em instabilidade hemodinâmica; estabilize o paciente antes de iniciar.
A nutrição parenteral (NP) é um suporte nutricional vital, mas não deve ser iniciada em pacientes com instabilidade hemodinâmica. A prioridade é estabilizar o paciente, pois a NP pode agravar o quadro e o metabolismo não está otimizado para utilizá-la.
A Nutrição Parenteral (NP) é uma modalidade de suporte nutricional crucial para pacientes que não podem receber ou absorver nutrientes adequadamente pela via enteral. É uma terapia complexa que fornece todos os macronutrientes (carboidratos, proteínas, lipídios) e micronutrientes (vitaminas, minerais) diretamente na corrente sanguínea, bypassando o trato gastrointestinal. As indicações para NP incluem uma variedade de condições clínicas, como sangramento gastrointestinal que requer repouso intestinal prolongado, síndromes de má absorção grave (por exemplo, diarreia intratável), fístulas enterocutâneas de alto débito, obstrução intestinal prolongada, e pacientes submetidos a cirurgias extensas com previsão de íleo prolongado por mais de 5 a 7 dias. A decisão de iniciar NP deve ser cuidadosamente ponderada, considerando os riscos e benefícios. Uma contraindicação absoluta e crítica para o início da NP é a instabilidade hemodinâmica. Pacientes em choque, com hipoperfusão tecidual ou acidose grave, não possuem um metabolismo adequado para processar os nutrientes da NP, o que pode levar a complicações metabólicas graves (como síndrome de realimentação, hiperglicemia) e piorar o prognóstico. A estabilização hemodinâmica do paciente deve ser a prioridade antes de considerar qualquer forma de suporte nutricional complexo como a NP.
As principais indicações para nutrição parenteral incluem falência intestinal (como íleo prolongado, fístulas de alto débito, obstrução intestinal), má absorção grave, sangramento gastrointestinal que exige repouso intestinal prolongado, e pacientes com desnutrição grave que não podem ser alimentados por via enteral por mais de 5-7 dias.
A instabilidade hemodinâmica é uma contraindicação absoluta para o início da nutrição parenteral porque o paciente em choque ou com hipoperfusão tecidual não consegue metabolizar adequadamente os nutrientes, podendo levar a complicações metabólicas graves e agravar o quadro clínico. A prioridade é a estabilização do paciente.
A nutrição parenteral é preferível à enteral quando o trato gastrointestinal não é funcional ou acessível, como em casos de obstrução intestinal completa, íleo paralítico prolongado, fístulas de alto débito, isquemia intestinal ou intolerância grave à nutrição enteral.
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