SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2022
No que se refere à pancreatite aguda, assinale a alternativa correta.
Pancreatite aguda: Dieta oral com melhora da dor; se dor >48h jejum, iniciar nutrição enteral pós-pilórica.
A realimentação oral na pancreatite aguda deve ser guiada pela melhora da dor abdominal, não por exames laboratoriais ou de imagem. Em casos de dor persistente após 48 horas de jejum, a nutrição enteral precoce, preferencialmente pós-pilórica, é indicada para manter a integridade da barreira intestinal e reduzir complicações.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas que pode variar de leve a grave, com potencial para complicações sistêmicas e locais. O manejo inicial envolve hidratação venosa vigorosa e controle da dor. A nutrição desempenha um papel crucial na recuperação, e a decisão sobre quando e como iniciar a alimentação é um ponto chave na prática clínica. Historicamente, o jejum prolongado era a norma, mas evidências recentes demonstram que a realimentação precoce é benéfica. A dieta oral deve ser iniciada assim que o paciente apresentar melhora da dor abdominal, tolerando líquidos e progredindo para dieta leve. Em pacientes com pancreatite grave ou dor persistente após 48 horas de jejum, a nutrição enteral é fortemente recomendada sobre a parenteral, devido aos seus benefícios na manutenção da integridade da barreira intestinal e redução de infecções. A nutrição enteral, idealmente administrada via sonda nasojejunal (pós-pilórica), minimiza a estimulação pancreática e fornece suporte nutricional essencial. A nutrição parenteral é reservada para casos onde a via enteral é contraindicada ou não tolerada. O objetivo é evitar a desnutrição e suas consequências, promovendo uma recuperação mais rápida e com menos complicações.
A dieta oral na pancreatite aguda deve ser iniciada quando houver melhora significativa da dor abdominal, independentemente dos níveis de amilase ou achados tomográficos.
A nutrição enteral é indicada se a dor persistir após 48 horas de jejum, especialmente em casos de pancreatite grave, preferencialmente com sonda pós-pilórica.
A nutrição enteral é preferível por manter a integridade da barreira intestinal, reduzir a translocação bacteriana e diminuir o risco de complicações infecciosas e metabólicas em comparação com a nutrição parenteral.
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