HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2020
Paciente com pancreatite aguda apresenta importante distensão abdominal, vômitos e RHA muito reduzidos no sétimo dia de internação. A melhor opção em relação a nutrição é:
Pancreatite aguda grave com íleo → Nutrição parenteral + enteral trófica pós-pilórica para suporte e manutenção da barreira intestinal.
Em pancreatite aguda grave com sinais de íleo (distensão, vômitos, RHA reduzidos), a nutrição parenteral é a principal fonte calórica, mas a nutrição enteral trófica pós-pilórica é fundamental para manter a integridade da barreira intestinal e modular a resposta inflamatória.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória grave do pâncreas, e o suporte nutricional adequado é um pilar fundamental do tratamento, especialmente em casos graves. Pacientes com pancreatite aguda grave frequentemente apresentam hipermetabolismo e catabolismo proteico, necessitando de intervenção nutricional precoce. Em pacientes com pancreatite aguda grave e sinais de íleo paralítico, como distensão abdominal e vômitos, a nutrição enteral plena pode ser inviável. Nesses casos, a nutrição parenteral (NP) é frequentemente necessária para fornecer calorias e nutrientes. No entanto, a nutrição enteral trófica, mesmo em pequenas quantidades e administrada em posição pós-pilórica, é altamente recomendada. A nutrição enteral trófica mantém a integridade da mucosa intestinal, previne a translocação bacteriana e modula a resposta inflamatória, reduzindo complicações infecciosas. A combinação de NP para suprir as necessidades calóricas e NP trófica para preservar a função intestinal é a estratégia ideal, visando a transição para nutrição enteral plena assim que a tolerância permitir.
A nutrição enteral, preferencialmente pós-pilórica, é crucial na pancreatite aguda para manter a integridade da barreira intestinal, prevenir translocação bacteriana, modular a resposta inflamatória e reduzir a incidência de complicações infecciosas.
A nutrição parenteral é indicada quando a nutrição enteral não é possível ou é insuficiente para atender às necessidades calóricas e proteicas do paciente, especialmente em casos de intolerância grave, íleo prolongado ou fístulas.
A nutrição enteral pós-pilórica minimiza a estimulação pancreática, reduzindo a dor e a liberação de enzimas, e é melhor tolerada em pacientes com gastroparesia ou íleo gástrico associado à pancreatite.
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