Pancreatite Aguda Grave: Estratégias de Suporte Nutricional

HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2020

Enunciado

Paciente com pancreatite aguda apresenta importante distensão abdominal, vômitos e RHA muito reduzidos no sétimo dia de internação. A melhor opção em relação a nutrição é:

Alternativas

  1. A) Nutrição parenteral exclusiva.
  2. B) Nutrição enteral polimérica com fibras, via cateter nasoenteral.
  3. C) Nutrição enteral parcialmente hidrolisada, via cateter nasoenteral.
  4. D) Nutrição parenteral associada a nutrição enteral trófica via cateter nasoenteral em posição pós-pilórica.

Pérola Clínica

Pancreatite aguda grave com íleo → Nutrição parenteral + enteral trófica pós-pilórica para suporte e manutenção da barreira intestinal.

Resumo-Chave

Em pancreatite aguda grave com sinais de íleo (distensão, vômitos, RHA reduzidos), a nutrição parenteral é a principal fonte calórica, mas a nutrição enteral trófica pós-pilórica é fundamental para manter a integridade da barreira intestinal e modular a resposta inflamatória.

Contexto Educacional

A pancreatite aguda é uma condição inflamatória grave do pâncreas, e o suporte nutricional adequado é um pilar fundamental do tratamento, especialmente em casos graves. Pacientes com pancreatite aguda grave frequentemente apresentam hipermetabolismo e catabolismo proteico, necessitando de intervenção nutricional precoce. Em pacientes com pancreatite aguda grave e sinais de íleo paralítico, como distensão abdominal e vômitos, a nutrição enteral plena pode ser inviável. Nesses casos, a nutrição parenteral (NP) é frequentemente necessária para fornecer calorias e nutrientes. No entanto, a nutrição enteral trófica, mesmo em pequenas quantidades e administrada em posição pós-pilórica, é altamente recomendada. A nutrição enteral trófica mantém a integridade da mucosa intestinal, previne a translocação bacteriana e modula a resposta inflamatória, reduzindo complicações infecciosas. A combinação de NP para suprir as necessidades calóricas e NP trófica para preservar a função intestinal é a estratégia ideal, visando a transição para nutrição enteral plena assim que a tolerância permitir.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da nutrição enteral na pancreatite aguda?

A nutrição enteral, preferencialmente pós-pilórica, é crucial na pancreatite aguda para manter a integridade da barreira intestinal, prevenir translocação bacteriana, modular a resposta inflamatória e reduzir a incidência de complicações infecciosas.

Quando a nutrição parenteral é indicada na pancreatite aguda?

A nutrição parenteral é indicada quando a nutrição enteral não é possível ou é insuficiente para atender às necessidades calóricas e proteicas do paciente, especialmente em casos de intolerância grave, íleo prolongado ou fístulas.

Por que a nutrição enteral pós-pilórica é preferível na pancreatite aguda?

A nutrição enteral pós-pilórica minimiza a estimulação pancreática, reduzindo a dor e a liberação de enzimas, e é melhor tolerada em pacientes com gastroparesia ou íleo gástrico associado à pancreatite.

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