SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2015
No item abaixo, é apresentado um caso clínico a respeito do crescimento e do desenvolvimento na infância e na adolescência, seguido de uma assertiva que deve ser julgada. A mãe de um lactente, de quatro meses de idade, alimentado exclusivamente com leite materno, queixou-se ao pediatra que o leite dela não estava sendo suficiente para nutrir o bebê, uma vez que ele estava crescendo pouco e deveria, portanto, receber outros tipos de alimento. O exame médico da criança mostrou um desenvolvimento psicomotor normal com peso e altura situados no escore Z = 0. A caderneta de vacinação da criança estava atualizada até o 3° mês de vida. Nesse caso, o médico deve recomendar que a mãe mantenha o aleitamento materno exclusivo, que exponha o bebê diretamente à luz solar por uma hora pela manhã e que faça as segundas doses das vacinas pentavalentes antipoliomielite injetável, antipneumocócica decavalente e antirrotavírus. (PUERI/IMUNIZAÇÕES)
Crescimento normal (Z=0) + Aleitamento exclusivo = Manutenção da conduta; Sol direto é erro.
Lactentes com crescimento adequado (Z=0) devem manter aleitamento exclusivo. A recomendação de sol direto por 1h é errada e perigosa; usa-se suplementação oral.
A puericultura no primeiro semestre foca na consolidação do aleitamento materno e no cumprimento do esquema vacinal básico. O escore Z é a ferramenta padrão-ouro para monitoramento do estado nutricional. A diretriz da SBP sobre Vitamina D enfatiza que a síntese cutânea é insuficiente e insegura em lactentes, estabelecendo a suplementação de 400 UI/dia (1 a 12 meses) e 600 UI/dia (>12 meses) como conduta preventiva universal contra o raquitismo. A assertiva da questão está incorreta principalmente pela recomendação de exposição solar direta, que fere os princípios de segurança dermatológica pediátrica.
Quando o lactente apresenta escore Z=0 para peso e altura e desenvolvimento normal, a conduta é tranquilizar a mãe e reforçar a manutenção do aleitamento materno exclusivo. Não há indicação de fórmulas ou introdução alimentar precoce. O profissional deve explicar a fisiologia da lactação e mostrar as curvas de crescimento para aumentar a confiança materna e prevenir o desmame precoce.
Bebês possuem pele fina e com menor concentração de melanina, tornando-os extremamente vulneráveis a queimaduras solares e danos celulares que aumentam o risco de melanoma e outros carcinomas na vida adulta. Além disso, a exposição prolongada pode causar desidratação e insolação. A recomendação atual da SBP é evitar sol direto e usar barreiras físicas (roupas, sombra) quando necessário, nunca indicando banhos de sol para síntese de Vitamina D.
Sim, a vacina oral de rotavírus humano (VORH) possui prazos rigorosos. A primeira dose deve ser administrada entre 1 mês e 15 dias até 3 meses e 15 dias. A segunda dose deve ser feita entre 3 meses e 15 dias até 7 meses e 29 dias. Se o bebê de 4 meses já fez a primeira dose, ele está no prazo ideal para a segunda dose, conforme preconizado pelo PNI.
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