PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025
Os problemas neonatais associados à prematuridade, geralmente aumentam de gravidade na mesma proporção em que o RN seja mais prematuro. A alimentação em RNs prematuros moderados e extremos é um desafio para o Neonatologista. Quanto mais precoce for o início da nutrição enteral (alimentação trófica) para o RN de muito baixo peso, maiores serão as vantagens, dentre elas:
Nutrição enteral trófica precoce → ↑ integridade de barreira intestinal → ↓ translocação bacteriana → ↓ sepse.
A alimentação trófica estimula o desenvolvimento do TGI e a imunidade local, reduzindo significativamente o risco de sepse tardia em prematuros de muito baixo peso.
A nutrição do recém-nascido de muito baixo peso (< 1500g) é um pilar crítico da neonatologia moderna. A transição da vida intrauterina para a extrauterina exige que o intestino imaturo assuma funções complexas. A nutrição trófica atua como um 'estímulo biológico', prevenindo a estase biliar associada à nutrição parenteral e melhorando a tolerância alimentar futura.\n\nAlém da redução da sepse, os benefícios incluem menor tempo de internação hospitalar e melhor desenvolvimento neuropsicomotor a longo prazo. O leite humano é sempre a primeira escolha, sendo considerado não apenas alimento, mas uma intervenção imunobiológica essencial para o prematuro.
A nutrição enteral trófica consiste na administração de volumes mínimos de leite (geralmente 10 a 20 ml/kg/dia) nos primeiros dias de vida do recém-nascido pré-termo. O objetivo não é o aporte calórico total, mas sim o estímulo fisiológico do trato gastrointestinal, promovendo a liberação de hormônios entéricos, maturação da mucosa e colonização por microbiota saudável.
O início precoce da dieta enteral fortalece a barreira mucosa intestinal e estimula o sistema imune local (GALT). Em prematuros mantidos em jejum prolongado, ocorre atrofia de vilosidades e aumento da permeabilidade intestinal, o que facilita a translocação de bactérias patogênicas para a corrente sanguínea. Ao manter a integridade intestinal, a nutrição trófica reduz a incidência de sepse tardia e a necessidade de nutrição parenteral total prolongada.
Estudos clínicos robustos demonstram que a nutrição enteral trófica iniciada precocemente (nas primeiras 24-48 horas) não aumenta o risco de enterocolite necrosante (ECN). Pelo contrário, o uso preferencial de leite materno na dieta trófica é um dos principais fatores protetores contra a ECN, além de acelerar o tempo para atingir a nutrição enteral plena.
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