Nutrição Enteral Precoce em Pacientes Críticos: Guia Essencial

IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Em um paciente crítico, a nutrição enteral precoce deve ser iniciada

Alternativas

  1. A) 48h após a lesão, com ingestão diária média na primeira semana de 60% dos requisitos energéticos totais estimados.
  2. B) 24h após a lesão, com ingestão diária média na primeira semana de 60% dos requisitos energéticos totais estimados.
  3. C) 48h após a lesão, com ingestão diária média na primeira semana de 40% dos requisitos energéticos totais estimados.
  4. D) 24h após a lesão, com ingestão diária média na primeira semana de 40% dos requisitos energéticos totais estimados.

Pérola Clínica

Nutrição enteral precoce em paciente crítico: iniciar em 48h pós-lesão, com 60% dos requisitos energéticos na 1ª semana.

Resumo-Chave

A nutrição enteral precoce em pacientes críticos é fundamental para modular a resposta inflamatória, preservar a integridade da barreira intestinal e reduzir complicações. O início deve ser dentro de 48 horas, com uma abordagem hipocalórica permissiva na primeira semana, visando atingir gradualmente as metas nutricionais.

Contexto Educacional

A nutrição enteral precoce é um pilar fundamental no manejo do paciente crítico, com evidências crescentes de seus benefícios. A resposta metabólica ao estresse em pacientes críticos é complexa, levando a um estado hipercatabólico e inflamatório que, se não abordado adequadamente, pode resultar em desnutrição, disfunção de órgãos e aumento da morbimortalidade. A nutrição enteral, quando iniciada precocemente, visa atenuar esses efeitos deletérios. As diretrizes atuais recomendam o início da nutrição enteral dentro de 24 a 48 horas após a admissão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ou após o evento agudo, desde que o paciente esteja hemodinamicamente estável. A fisiopatologia por trás dessa recomendação inclui a manutenção da integridade da barreira intestinal, prevenção da translocação bacteriana, modulação da resposta imune e redução da atrofia das vilosidades intestinais. O diagnóstico da necessidade e a avaliação da estabilidade hemodinâmica são cruciais antes do início. Em relação ao tratamento e metas, na primeira semana, a abordagem é geralmente de hipocaloria permissiva, com o objetivo de fornecer cerca de 60% dos requisitos energéticos totais estimados. Isso permite uma adaptação gradual do trato gastrointestinal e minimiza os riscos de superalimentação e síndrome de realimentação. A progressão da oferta calórica deve ser monitorada e ajustada conforme a tolerância do paciente, visando atingir as metas completas de forma segura e eficaz.

Perguntas Frequentes

Qual o momento ideal para iniciar a nutrição enteral em um paciente crítico?

A nutrição enteral precoce deve ser iniciada dentro de 24 a 48 horas após a admissão na UTI ou após a lesão inicial, desde que o paciente esteja hemodinamicamente estável e não haja contraindicações absolutas. O objetivo é aproveitar os benefícios da modulação imunológica e manutenção da integridade intestinal.

Qual a meta de ingestão calórica na primeira semana de nutrição enteral em pacientes críticos?

Na primeira semana, a meta é uma ingestão diária média de 60% dos requisitos energéticos totais estimados. Essa abordagem de 'hipocaloria permissiva' visa evitar a superalimentação, que pode ser prejudicial, enquanto se adapta o trato gastrointestinal e se reduz o risco de síndrome de realimentação.

Quais são os benefícios da nutrição enteral precoce em pacientes críticos?

A nutrição enteral precoce ajuda a preservar a integridade da barreira intestinal, reduz a translocação bacteriana, modula a resposta inflamatória, diminui a incidência de infecções e pode encurtar o tempo de internação hospitalar e mortalidade, comparada à nutrição parenteral ou ao jejum prolongado.

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