HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2025
No paciente cirúrgico, qual das alternativas abaixo está correta em relação à nutrição enteral?
Nutrição enteral precoce em cirurgia → ↓ complicações infecciosas e ↑ recuperação intestinal.
A nutrição enteral precoce, iniciada nas primeiras 24-48 horas após a cirurgia em pacientes que não apresentam contraindicações absolutas, é amplamente recomendada. Ela ajuda a manter a integridade da barreira intestinal, modula a resposta inflamatória e reduz o risco de complicações infecciosas e tempo de internação.
O suporte nutricional é um pilar fundamental no manejo do paciente cirúrgico, especialmente aqueles em risco de desnutrição ou que serão submetidos a grandes procedimentos. A nutrição enteral (NE) é a via preferencial quando o trato gastrointestinal está funcional, pois é mais fisiológica, segura e econômica que a nutrição parenteral. A nutrição enteral precoce, definida como o início da alimentação enteral nas primeiras 24 a 48 horas após a cirurgia, tem sido amplamente estudada e recomendada. Sua fisiopatologia de benefício reside na manutenção da integridade da mucosa intestinal, prevenção da atrofia das vilosidades, modulação da resposta inflamatória e preservação da função de barreira, o que reduz a translocação bacteriana e, consequentemente, as complicações infecciosas. Para o residente, é crucial compreender que a NE precoce não só diminui as taxas de infecção e o tempo de internação, mas também contribui para uma melhor recuperação da função intestinal. Mesmo em pacientes com íleo paralítico pós-operatório, a NE pode ser iniciada em baixo volume, pois estimula a motilidade e a tolerância, devendo ser evitada apenas em casos de íleo grave e prolongado ou obstrução mecânica.
A nutrição enteral precoce deve ser iniciada idealmente nas primeiras 24-48 horas após a cirurgia, desde que o paciente esteja hemodinamicamente estável e sem contraindicações absolutas.
Os benefícios incluem a manutenção da integridade da barreira intestinal, redução da translocação bacteriana, diminuição de complicações infecciosas, melhor cicatrização e recuperação da função intestinal.
Contraindicações absolutas incluem instabilidade hemodinâmica, isquemia intestinal, obstrução intestinal completa, fístulas de alto débito e íleo paralítico grave e prolongado.
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